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Polícia procura dois foragidos após explosão em estação central de Bruxelas

Testemunhas que estavam na estação afirmaram que um dos suspeitos gritou "Alá é grande" antes de explodir o pacote que levava.

20/06/2017 19:21 -03 | Atualizado 20/06/2017 19:21 -03
Francois Lenoir / Reuters

A polícia da Bélgica procura dois indivíduos foragidos após a explosão ocorrida na noite desta terça-feira (20) na estação central de trem de Bruxelas, informaram fontes policiais. A explosão aconteceu depois que foram efetuados disparos contra um indivíduo que carregava um pacote, de acordo com a polícia. A informação é da agência EFE.

Testemunhas que estavam na estação afirmaram que o indivíduo neutralizado pelos militares gritou "Alá é grande" antes de explodir o pacote que levava, disseram meios de comunicação belgas. Segundo a delegacia de polícia da área de Bruxelas, foram os militares que patrulham a estação central que efetuaram os disparos, sem informar até o momento o estado do dito indivíduo.

A polícia indicou que o incidente ocorreu nas escadarias do hall principal da estação central da capital belga e que não há relatos de feridos após a explosão, que provocou uma fuga de passageiros do local e também a evacuação da estação vizinha de Grand Place. O tráfego ferroviário também foi interrompido, bem como as linhas de metrô.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, e o ministro do Interior, Jan Jambon, seguem de perto a situação e estabeleceram um centro de crise, indicou o porta-voz do premiê, Frédéric Cauderlier. Segundo o governo, a situação está "sob controle".

"Atentado terrorista"

A procuradoria federal da Bélgica disse hoje que trata o incidente na estação central de Bruxelas e a neutralização de um suspeito como um "atentado terrorista". O porta-voz da procuradoria, Eric van der Sypt, indicou em uma declaração à imprensa que houve uma "pequena explosão" por volta de 20h30 (horário local, 15h30 de Brasília) e que o suposto autor foi "neutralizado" por militares.

"Ainda não sabemos se o homem está vivo ou morto", acrescentou ele, ao mesmo tempo em que confirmou que "não há outras vítimas".

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