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7 fatos que tornam a 'Parada do Orgulho LGBT de São Paulo' a melhor do mundo

E um evento fundamental para o combate à intolerância no País.

17/06/2017 15:46 -03 | Atualizado 19/06/2017 10:00 -03
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Quanto mais aliados à causa LGBT, melhor.

O colorido da diversidade vai ocupar a Avenida Paulista neste domingo (18) durante a 21ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Com o tema "Todas e todos por um Estado laico", o evento deve reunir cerca de 3 milhões de pessoas, segundo os organizadores. A seguir, você acompanha 7 fatos que tornam a festa a melhor do mundo e fundamental para o combate à intolerância no Brasil.

1. É considerada a maior Parada do mundo

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Em 2004, quando recebeu 2,5 milhão de participantes, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo foi mencionada pelo Guinness como a maior do mundo. Quatro anos depois, o livro dos recordes retirou o título do evento por conta de divergências nos critérios de contagem da multidão. No entanto, a menção deu ainda mais fama à Parada realizada há duas décadas na capital paulista. Hoje, a mobilização goza de grandeza e prestígio tanto quando os eventos do gênero realizados em Toronto, São Francisco, Nova York e Madri.

2. Tem a incrível participação do Mães Pela Diversidade

Mães Pela Diversidade/Divulgação

Seja no chão ou em cima do trio elétrico, o Grupo Nacional Mães Pela Diversidade marca presença na Parada de São Paulo. Em tempos sombrios de intolerância, o coletivo formado por mães de jovens LGBTs faz um trabalho louvável de combate à homotransfobia e conscientização de famílias sobre amor e respeito à diversidade. Além de participar de Paradas por todo o Brasil, o Mães Pela Diversidade promove debates em eventos de cunho acadêmico e articulados por outros coletivos que lutam pela garantia de direitos civis para a comunidade LGBT.

3. Movimenta (e muito) a economia de São Paulo

Instituída oficialmente no calendário da cidade pelo Decreto 57.014/2016, a Parada conta este ano com um investimentos de quase R$ 1,5 milhão da prefeitura de São Paulo, que se responsabiliza pela infraestrutura do evento por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. O retorno desse investimento é certo. "A parada é, ao lado da Fórmula 1, o maior evento de fluxo turístico da nossa cidade, tem um impacto econômico de grande expressão. Além da causa, contribui para a economia, gerando renda, empregos e imagem internacional", afirma o atual prefeito de São Paulo, João Doria.

4. É fervo, mas também é luta

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Dos tristes números relacionados à comunidade LGBT, um dos mais assustadores dá conta que o Brasil é o Pais que mais mata travestis e transexuais no mundo. Em 2016, foram 127, um a cada 3 dias. Reverter esse número é mais do que urgente. Nesse contexto, a Parada funciona como um importante evento de visibilidade de minorias políticas diariamente violentadas. Entre purpurina, plumas e paetês há muita luta. "Vamos para a avenida pedir respeito, lamentando as mortes. A parada é uma festa, mas um dia espero que seja uma festa mesmo, uma comemoração dos direitos conquistados e mantidos. Por enquanto é luta", afirma a presidente da APOGLBT/SP, Claudia Regina dos Santos Garcia.

5. Reúne artistas brasileiros aliados da causa LGBT

Quanto mais aliados à causa LGBT, melhor. Artistas e marcas que levantam a bandeira do arco-íris am defesa da diversidade sexual e de gênero injetam fôlego num debate urgente. Neste ano, as principais atrações da Parada são as cantoras Anitta, Daniela Mercury e Naiara Azevedo. Além delas, 19 trios elétricos vão ocupar a Avenida Paulista reunindo shows, performances e discursos em prol de uma vida digna para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros.

6. E celebridades internacionais também

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Não é segredo que a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo reúne pessoas do mundo inteiro. Na edição do ano passado não foi diferente. Em um dos trios elétricos, o colorido ficou ainda mais forte com a presença das estrelas internacionais de Sense8, série original da Netflix recém-cancelada que tem a diversidade sexual e de gênero como plano de fundo. As cenas gravadas pelo grande elenco podem ser vistas no sexto episódio da segunda e última temporada da série disponível no serviço de streaming. Em 2015, as atrizes Uzo Aduba, Natasha lyonne e Samira Wiley, de Orange is the New Black também prestigiaram o evento. <3

7. É palco de manifestações artísticas que pautam o debate público

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Nas últimas duas edições da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a atriz e modelo transexual Viviany Beleboni desencadeou um forte debate a respeito do fundamentalismo cristão que se estabeleceu no Brasil nos últimos anos - e que colabora para a manutenção preconceitos e agressões contra a comunidade LGBT. Na edição de 2015, a artista apareceu crucificada, numa alusão a Jesus Cristo, que representava a agressão e dor que os LGBTs enfrentam diariamente. No ano passado, Viviany pautou novamente o debate dentro e fora das redes sociais após desfilar no evento com uma fantasia que destacava uma Bíblia, além das palavras "bancada evangélica" e "retrocesso".

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