ENTRETENIMENTO

A reação de Anitta à proposta que quer criminalizar o funk

“O funk gera trabalho, gera renda. Não mexe com quem está se virando pra ganhar a vida honestamente diante de tanta desigualdade”, disse a cantora.

10/06/2017 17:32 -03 | Atualizado 10/06/2017 17:46 -03
Divulgação
Anitta critica proposta para criminalizar funk.

A cantora Anitta fez duras críticas a uma proposta em discussão no Senado Federal que criminaliza o funk no Brasil. Em seu perfil no Twitter, a cantora destacou os empregos gerados pela música e criticou o preconceito sobre o gênero musical.

Sobre as críticas ao conteúdos das letras, Anitta afirmou que se os compositores de funk tivessem acesso à educação de melhor qualidade, a realidade seria diferente. "Se o conteúdo das letras ou das festas não agradam é porque cresceram vendo e vivendo aquilo que cantam", afirmou.

Ela também chamou atenção para músicas em outros idiomas com letras com conteúdo semelhante, mas que não sofrem discriminação no Brasil.

Por fim, a cantora dá um recado aos parlamentares.

A proposta de criminalizar o funk está sendo analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal. Em 29 de maio, a presidente do colegiado, senadora Regina Sousa (PT-PI) designou como relator o senador Romário (PSB-RJ).

Qualquer cidadão pode sugerir propostas legislativas. Se uma ideia recebe apoio de 20 mil pessoas, a Comissão de Legislação Participativa começa a analisar a proposta.

Foi o caso da sugestão 17/2017, proposta pelo empresário Marcelo Alonso, de São Paulo. Ele chama o funk de "crime de saúde pública" e "falsa cultura". Na visão do autor do texto, o gênero musical incentiva crimes como pedofilia.

De acordo com Alonso, os bailes "são somente recrutamento organizado nas redes sociais por e para atender criminosos, estupradores e pedófilos" para colocar menores de idade no crime. Ele cita a venda e o consumo de álcool e de drogas, além de "orgia e exploração sexual, estupro e sexo grupal entre crianças e adolescentes, pornografia, pedofilia", diz o texto.

A ideia foi publicada em 24 de janeiro e recebeu 20.296 assinaturas de apoio até 16 de maio. Até este sábado (10), enquete no site do Senado mostra 3.528 votos a favor da criminalização e 282 contra.

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