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O que acontece quando um carro de 1998 bate em um carro de 2015

Uma prova de que segurança não é luxo.

07/06/2017 11:20 -03 | Atualizado 07/06/2017 11:26 -03
ANCAP

Os carros estão ficando mais seguros. Não há como negar.

Para verificar até que ponto são mais seguros, a Ancap, uma entidade da Austrália e Nova Zelândia que avalia a segurança de carros novos, criou um teste chocante que demonstra até onde avançaram os carros desde pouco antes da virada do milênio.

A Ancap decidiu promover uma colisão frontal entre um Toyota Corolla ano 1998 e um Toyota Corolla ano 2015.

A colisão aconteceu com os dois carros andando a 64 km/h e foi filmada em câmara lenta.

Os resultados são no mínimo chocantes.

Além de evidenciar os avanços incríveis feitos pelas montadoras, o teste foi projetado para chamar a atenção para um problema mundial.

A Ancap relata que, embora os veículos mais velhos (fabricados antes de 2000) formem apenas 20% dos que estão nas ruas da Austrália, estão envolvidos em 33% dos acidentes.

"Um fato preocupante é que o índice de acidentes fatais é quatro vezes mais alto com veículos mais velhos, em vez de mais novos", disse o executivo-chefe da Ancap, James Goodwin.

"Rastreamos a idade média dos veículos envolvidos em colisões fatais, e em questão de apenas um ano vimos a média subir de 12,5 anos para 12,9 anos. Esse fato ressalta a necessidade de atenção nacional e apoio maior para que tenhamos veículos mais seguros."

É chocante assistir à batida propriamente dita, mas o estado em que ficaram os dois veículos após a colisão é um indício inegável de como os dois são diferentes.

O Corolla ano 2015 recebeu uma "nota" cinco estrelas: 12,93 pontos de um total possível de 16. A integridade estrutural do automóvel parece ter permanecido completamente intacta.

Já o modelo de 1998 sofreu ""falha estrutural catastrófica". O boneco na direção correu risco altíssimo de sofrer uma lesão grave na cabeça.

Desse modo, não deve surpreender que o Corolla ano 1998 recebeu nota de segurança zero, ou 0,43 pontos de um total possível de 16.

Goodwin concluiu: "Segurança não é luxo. Queremos que todos andem de carro em segurança. O consumidor deve procurar o carro mais seguro que estiver ao seu alcance e o mais seguro que atende às suas necessidades."

"O resultado deste teste é inequívoco. Os setores automotivo, financeiro e de seguros podem exercer seus respectivos papéis para ajudar a incentivar os consumidores a comprar veículos mais novos e mais seguros."

Este texto foi originalmente publicado no HuffPost UK e traduzido do inglês.

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