ENTRETENIMENTO

Tina Knowles, mãe de Beyoncé e Solange, é colecionadora de arte. E isso explica muita coisa

Matriarca da família Knowles revelou seus pintores afro-americanos preferidos.

06/06/2017 14:06 -03 | Atualizado 06/06/2017 15:20 -03

Matriarca da família Knowles, a ex-cabeleireira e empresária no mercado de moda Tina Knowles Lawson é também uma grande apreciadora de arte africana e afro-americana.

Em recente participação no podcast da escritora Janet Mock, a mãe de Beyoncé e Solange Knowles revelou o nome de seu artista contemporâneo preferido: Robert Pruitt.

Nascido no Texas, no Sul dos EUA, o artista plástico de 42 anos realiza retratos de mulheres negras, incorporando a eles diversas referências, que vão do universo da cultura Hip-Hop ao quadrinhos.

Reprodução/Robert Pruitt

Reprodução/Robert Pruitt

Reprodução/Robert Pruitt

Outros artistas que Tina admira, também revelados no programa, são Monica Stewart e Henry Ossawa Tanner (1859-1937).

Monica Stewart/Reprodução

Tanner é um dos ícones da arte afro-americana. Foi o primeiro a ganhar reconhecimento internacional no século 19 e o primeiro pintor negro a ter uma obra exposta na Casa Branca (Sand Dunes at Sunset, Atlantic City, veja abaixo).

Henry Ossawa Tanner/ Reprodução

Aos 63 anos, Tina coleciona obras de arte negra contemporânea desde os tempos em que costurava os figurinos do trio Destiny's Child, formado por Beyoncé, Kelly Rowland e Michelle Williams, de acordo com o perfil publicado no começo deste ano pelo The New York Times (e traduzido pela Revista Donna).

As paredes da sala de estar de Tina em sua casa no bairro nobre de Hollywood Hills, em Los Angeles, estão cobertas de obras pós-impressionistas e abstratas, a maioria de pintores negros.

O apreço da matriarca por arte também pode ser notado com regularidade em seu perfil no Instagram, que reúne hoje mais de 1 milhão de seguidores.

Traçado esse contexto, deixa de ser surpresa o fato de que Tina sido sido uma das principais influências de dois dos álbuns mais elogiados de 2016: Lemonade, a impactante experiência visual de Beyoncé; e A Seat at the Table, o delicado e não menos intenso disco da filha mais nova Solange.

Vale ressaltar que ambos os trabalhos abordam questões profundas ligadas à identidade negra nos EUA.

Em entrevista ao The New York Times, Beyoncé compartilhou detalhes de como mãe se relacionou e relaciona com a arte em seu cotidiano, mostrando às filhas novas possibilidades de autonomia da mulher negra.

"Na visão dela, sempre foi importante nos cercar de imagens positivas, poderosas e fortes da arte africana e afro-americana; queria que nos víssemos ali. A grande preocupação da minha mãe foi fazer a mulher se sentir bonita, fosse através do tratamento que dispensava à cliente, fosse fazendo o vestido do baile de formatura para uma das meninas da igreja. E sua coleção de arte sempre contou histórias de mulheres que queriam fazer o mesmo."

Em Cranes in the Sky, a influência de Tina é ainda mais evidente.

É a voz dela que se uuve durante pouco mais de um minuto do interlúdio Tina Taught Me, no qual ela declara seu orgulho negro. "Sempre tive orgulho de ser negra. Nunca quis ser outra coisa", diz em um trecho da gravação.

Ao jornal, Solange também contou sobre o significado da participação da mãe no trabalho mais elogiado de sua carreira até agora.

"Ela diz coisas naquele interlúdio que eu vinha tentando expressar há quatro anos; só que tem um jeito muito especial de se comunicar, através de um canal todo seu, que sempre foi maior do que ela própria." E acrescenta, "Se o trabalho da minha irmã e o meu projeto serviram para 'despertar' as pessoas, sempre digo que isso é resultado de termos sido criadas por Tina Knowles."

Tem como não ser fã dessas mulheres! <3

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