MULHERES

#JuntasArrasamos: Por que é importante aprendermos sobre sororidade

Rivalidade feminina vende, mas é hora de mudarmos o discurso.

27/06/2017 12:00 -03 | Atualizado 27/06/2017 15:31 -03
Getty Images

Praticamente todo mundo que tem acesso à internet entrou em contato com palavras como 'feminismo' e 'sororidade' em algum momento. De fato, esses termos andam muito presentes nas redes sociais, porque são um símbolo de luta: eles representam um momento em que as mulheres estão acordando ainda mais para a sua situação na sociedade e buscando um ambiente de igualdade em relação aos homens.

Mas, pode ser também que você não saiba o que essas expressões significam, ou porque elas são tão importantes nesse contexto de mudança. É mais simples de entender do que você imagina. Sororidade é um sentimento de união entre mulheres, e defende que cada uma de nós veja a próxima como uma irmã, e não como uma concorrente – e isso é um dos pilares do feminismo, já que o movimento defende que, juntas, temos mais força para ajudar a criar uma sociedade sem diferenças.

Nós conseguimos facilmente encontrar no nosso dia a dia exemplos em que a sororidade não aparece: como em filmes adolescentes em que duas meninas brigam para conquistar a coroa de rainha do baile, quando tentamos parecer mais bonitas que uma amiga na hora da balada no fim de semana, ou quando sentimos que precisamos ir melhor que a nossa colega de trabalho, caso contrário ela irá roubar a nossa vaga. Isso tudo pode ser resumido em rivalidade feminina.

Começou assim: historicamente, nós fomos ensinadas a competir com outras mulheres para chamar a atenção dos homens. Nós precisávamos de um marido rico para ajudar a família, éramos 'vendidas' por dotes e vistas apenas como um complemento da vida masculina. O nosso papel era gerar e educar os filhos, ficar em casa, obedecer ao marido e viver dentro do que era considerado um comportamento aceitável para o nosso gênero.

Se adiantarmos o relógio para 2017, vemos que muita coisa mudou desde que esses costumes eram a norma, mas a base disso tudo, essa rivalidade e competição imposta entre as mulheres, continuou firme e forte. Tanto que existe um mito de que as amizades entre nós são só fachada: na realidade, nunca somos amigas de verdade porque estamos sempre pensando em como superar as nossas colegas, chefes e até mesmo as nossas mães.

Isso criou um novo padrão de comportamento. Agora, precisamos superar as mulheres pelas vagas de emprego, para manter o namorado, para parecer sempre a mais bonita, a mais desejável, a mais valorizada no mercado (social e de trabalho).

Qualquer um desses conflitos, poderia ser resolvido com o conceito da sororidade. Essa palavrinha tão usada nos últimos anos diz que mulheres que se apoiam mutuamente, que não julgam as escolhas umas das outras, crescem juntas e mais fortes. É promover também a aceitação: independentemente de aparência ou das escolhas de uma mulher, precisamos respeitar os seus desejos e incentivá-la a seguir em frente.

Para ajudar nessa tarefa tão incrível, SEDA criou uma nova campanha, chamada #JuntasArrasamos, um impulso extra para adotarmos essa postura de apoiarmos outras mulheres, mesmo aquelas que nem conhecemos direito, e acabar com essa crença de que somos todas inimigas.

Se você se identifica com essa causa e quer se envolver mais nessa luta, leia abaixo o manifesto de SEDA na íntegra:

UM TEXTÃO SOBRE O NOSSO PAPEL NA COLABORAÇÃO FEMININA

Você já deve ter ouvido frases como "não dá pra ter amiga mulher", "mulher é tudo falsa" e "mulher não se arruma pra ela mesma, mas, sim, pra causar inveja nas outras". Em algum momento, passamos a achar normal julgar atitudes, estilos e escolhas. Achamos normal até mandar um "beijinho no ombro pras inimigas". Vê se pode?

Quando foi que começamos a nos tratar como rivais?

Novelas, filmes e comerciais de TV nos mostram competindo o tempo todo. Mas isso não é uma invenção das mulheres. Essa competitividade foi construída. Trata-se de mais uma entre muitas desigualdades que vivemos diariamente apenas por sermos mulheres. A competição limita e diminui a coragem, o apoio, a liberdade. Quantas vezes você deixou de fazer algo que tinha vontade por medo de ser julgada?

Saiba que não precisa ser assim.

A cada dia, mais e mais mulheres percebem o poder de colaborarem entre si. Percebem que apoiar mulheres que talvez nem conheçam faz toda a diferença. Existe até um nome pra isso: sororidade.

Agora, você deve estar se perguntando: "E o que Seda tem a ver com isso?".

Acreditamos no poder da colaboração feminina e no quanto ela pode ser transformadora. Por isso, hoje apresentamos a iniciativa #JuntasArrasamos,para somar a quem já está fazendo a diferença em relação a esse tema. Queremos dar voz à sororidade e ajudar a levar esse assunto a cada vez mais mulheres.

Não apenas falar, mas também fazer. É o que nos tornará mais fortes.

Afinal, se sozinhas já conquistamos tanto, imagine juntas?

Gostou? Compartilhe esta ideia com mais mulheres e conte pra gente o que acha disso tudo. :)

.

.

.

Esta carta é o primeiro passo de uma série de iniciativas de Seda. Acompanhe a #JuntasArrasamos.