ENTRETENIMENTO

Kidman, Kruger e Coppola foram as grandes mulheres do Festival de Cannes 2017

Atrizes e diretoras saíram consagradas da 70ª edição do festival.

29/05/2017 11:43 -03 | Atualizado 29/05/2017 14:51 -03

A cerimônia de premiação do Festival de Cannes 2017 foi realizada neste domingo (28).

Ao completar 70 anos de existência e com júri presidido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar, o festival – uma das mais importantes do cinema mundial – teve três mulheres entre os grandes destaques: Nicole Kidman, Diane Kruger e Sofia Coppola.

Grande vencedora na categoria Melhor Atriz, Kruger é uma das protagonistas do filme In The Fade, do diretor alemão Fatih Akin. No drama, sua personagem Katia Sekerci tem a vida revirada após seu esposo e filho morrerem por conta de um ataque terrorista de um grupo neonazista. A produção ainda não tem data de estreia prevista para o Brasil.

Assista ao trailer:

Aos 46 anos, Sofia Coppola foi consagrada como a melhor diretora e Cannes. Seu novo filme, O Estranho que Nós Amamos, é uma remake do longa dirigido por Don Siegel, em 1971. E traz elenco estelar - Nicole Kidman, Kirsten Dunst, Elle Fanning e Colin Farrell – para contar uma história que se passa durante a Guerra Civil dos Estados Unidos.

Na trama, John McBurney (Colin Farrell) é um cabo da União levado para um internato de mulheres após ser ferido em combate. Nesta local, gerenciado por Martha Farnsworth (Nicole Kidman), as moradoras Edwina (Kirsten Dunst) e Alicia (Elle Fanning) passam a se interessar por ele – alterando os planos que Martha tinha de entregá-lo às autoridades.

A estreia do longa no Brasil está prevista para 24 de agosto.

Assista ao trailer:

Se existiu uma mulher que se destacou na edição de 2017 do Festival de Cannes, essa mulher foi Nicole Kidman. A atriz vencedora do Oscar estrelou quatro filme exibidos ao longo da última semana.

Além de O Estranho que Nós Amamos, a australiana também integra o elenco de The Killing of a Sacred Deer, do diretor grego Yorgos Lanthimo, que também estava na mostra competitiva.

Fora da competição, Kidman estrelou outras duas produções: How to Talk to Girls at Parties, mistura de comédia romântica e ficção científica, e um episódio da série de televisão de Jane Campion, Top of the Lake: China Girl.

Por conta de sua expressiva participação no Festival, a atriz ganhou uma Palma especial de 70 anos do Festival. Durante sua passagem pelo evento anual, Kidman fez questão de defender a presença de mais mulheres em postos de comando no mercado cinematográfico. Em entrevista coletiva, ela chegou a dizer:

"Apenas 4% de mulheres dirigiram filmes em 2016. Isto diz tudo! É algo importante a dizer e que precisa continuar a ser dito. Por sorte, temos Jane Campion e Sofia Coppola aqui. Nós, como mulheres, temos que dar suporte a elas como diretoras. Todos dizem que hoje as coisas são diferentes, mas não são. Basta olhar as estatísticas."

Para além das mulheres, o Brasil também saiu premiado de Cannes.

Gabriel e a Montanha, única produção brasileira selecionada no Festival este ano, venceu dois prêmios mostra Semana da Crítica: Revelação France 4 e Fundátion Gan de Ajuda à Difusão.

Dirigido por Fellipe Barbosa (Casa Grande) e baseado em uma história real, o filme retrata a viagem que Gabriel Buchmann (João Pedro Zappa) fez pela África, mais especificamente seu contato com moradores de vilarejos no Quênia, seguido por uma triste tragédia.

Aplaudido no festival francês, o filme ainda não tem data de estreia prevista para o Brasil:

Veja a lista completa de vencedores:

Palma de Ouro: The Square, de Ruben Ostlund;
Grand Prix: 120 Battements per Minute;
Prêmio do Júri: Loveless;
Melhor Direção: Sofia Coppola, O Estranho que Nós Amamos;
Melhor Ator: Joaquin Phoenix, You Were Never Really Here;
Melhor Atriz: Diane Kruger, In The Fade;
Melhor Roteiro (empate): The Killing of a Sacred Deer, de Yorgos Lanthimos, e You Were Never Really Here, de Lynne Ramsay.

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