POLÍTICA

Movimentos anti-corrupção recuam no pedido de renúncia de Michel Temer

O MBL declarou que os áudios eram 'inconclusivos' e o Vem Pra Rua cancelou manifestação prevista para domingo (21).

19/05/2017 17:27 -03 | Atualizado 19/05/2017 17:27 -03
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O Vem Pra Rua cancelou as manifestações que tinham sido convocadas em todo o Brasil para o próximo domingo (21).

Grupos ativos durante as manifestações contra a ex-presidente Dilma Rousseff, o Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre recuaram na defesa do pedido de renúncia de Michel Temer.

O Vem Pra Rua cancelou as manifestações que tinham sido convocadas em todo o Brasil para o próximo domingo (21).

Em nota, o argumento utilizado foi o de que não houve tempo hábil para organizar a segurança das manifestações.

"O movimento Vem Pra Rua comunica que a manifestação marcada para o próximo domingo, dia 21/5, foi cancelada, por motivos de segurança. A decisão foi tomada já que em muitas cidades não houve tempo hábil para planejar a segurança ideal, como sempre aconteceu, mesmo naquelas em que havia mais de um milhão de pessoas nas ruas. Vale ressaltar que o adiamento não significa recuo; ao contrário, nada abala nossa convicção de que todos, sem exceção e de que partidos forem, devem ser punidos pelos crimes cometidos. Assim que tivermos uma nova data da manifestação, manteremos todos informados."

Kim Kataguiri, coordenador do MBL, também suspendeu o posicionamento a favor do afastamento do presidente. Em entrevista à Folha, Kataguiri alegou que os áudios entre Temer e Batista, da JBS, eram "inconclusivos".

"Há motivo de sobra para investigar Temer nos áudios, mas eles são inconclusivos. Vamos suspender a posição pró-renúncia até que surjam novas informações."

Outro grupo, o Nas Ruas, também decidiu "esperar assentar a poeira". A declaração foi da liderança Carla Zambelli em vídeo publicado nas redes sociais.

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