ENTRETENIMENTO

Para Robin Wright, Michelle Obama seria 'uma presidente formidável'

Em participação no Festival de Cannes, atriz falou sobre feminismo, política e a próxima temporada da série da Netflix.

18/05/2017 19:17 -03 | Atualizado 18/05/2017 19:43 -03
Reuters/GettyImages
"O feminismo é a igualdade. Trabalho igual, salário igual", disse a atriz ao falar sobre a indústria do cinema e pedir que a as mulheres ganhem mais espaço.

"Donald Trump roubou todas as ideias para a sexta temporada [de House Of Cards]"

A quinta temporada de House of Cards estreia só no dia 30 deste mês, mas talvez Donald Trump, nos últimos dias, tenha dado spoilers sobre a próxima temporada da série. A afirmação é da atriz Robin Wright, de 51 anos, que interpreta a primeira dama Clair Underwood na série da Netflix.

Ela foi convidada pela Variety e pela Kering's Women in Motion para fazer uma palestra no Festival de Cannes, que acontece nesta semana, na França.

Segundo a Variety, ao dizer que Trump roubou todas as ideias da série, Wright afirma que, diante do cenário atual "precisa enxergar esperança em algum lugar", já que ainda sobram quatro anos para o atual governo. E que talvez essa "esperança" para ela, seja ver uma mulher na presidência. "Eu quero Michelle Obama lá em cima", disse. "Ela daria uma presidente formidável!".

Na narrativa de House of Cards, Claire é uma mulher destemida que, ao lado de Frank Underwood, forma uma dupla capaz de fazer de tudo pelo poder. Nesta semana, para esquentar para a próxima temporada, a Netflix divulgou um vídeo de Claire fazendo um pedido especial ao povo americano:

O sexismo e a 'Mulher Maravilha'

Eric Gaillard / Reuters

Wright, que também dirigiu vários episódios da série para a Netflix, também é um dos destaques do longa sobre a Mulher Maravilha, previsto para estrear ainda neste ano no Brasil. Em Cannes, ela apresentou seu primeiro curta-metragem chamado The dark of night.

"O feminismo é a igualdade. Trabalho igual, salário igual", disse a atriz ao falar sobre a indústria do cinema e pedir que a as mulheres ganhem mais espaço entre diretores, produtores, roteiristas em Cannes.

Além de levantar a bandeira pelas mulheres, a atriz ainda revelou que o assédio e sexismo estiveram sempre presentes em sua carreira. E compartilhou uma situação que marcou sua história: aos 17 anos, em Paris, ao fazer um teste para um casting...

"Pensei que estavam olhando apenas para o meu rosto, mas um cara me disse para levantar minha camisa e declarou: 'Não, gostei mais dos peitos da outra'", disse.

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