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Mais de 1,2 milhão de adolescentes morrem todos os anos em acidentes de trânsito

Relatório da OMS divulga as principais causas de morte de adolescentes no mundo e a diferença entre continentes.

18/05/2017 18:20 -03 | Atualizado 18/05/2017 18:24 -03
Hindustan Times via Getty Images
Um relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, indica que o tráfego tornou-se a principal causa de morte entre adolescentes.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, indica que o tráfego tornou-se a principal causa de morte entre adolescentes. Todos os anos, mais de 1,2 milhão deles perdem a vida em acidentes de trânsito. E uma notícia reveladora: a maioria desses óbitos poderia ser evitada.

Segundo a OMS, mais de 66% das vítimas dos acidentes fatais vivem em países de rendas baixa e média. E em duas regiões principais: África e sudeste da Ásia. No caso da África, por exemplo, existem também diferenças regionais. Ali, o HIV/Aids, meningite e diarreia ainda matam mais que o trânsito.

O documento foi divulgado em Genebra, sede da OMS, nesta semana.

A agência lançou vários vídeos em português explicando a importância de redução da velocidade para reduzir as mortes nas estradas. Um deles foi gravado pelo diretor de Prevenção da Violência, Lesões e Incapacitações da OMS, Etienne Krug.

As vítimas de acidentes fatais têm entre 10 e 19 anos de idade. Depois dos acidentes nas estradas, as maiores causas de morte são pneumonia e outras infecções respiratórias, suicídio ou morte acidental por automutilação, diarreia e afogamento.

O relatório indica que os casos de automutilação entre adolescentes são mais frequentes no sudeste asiático.

Nas regiões pesquisadas, a agência da ONU constatou que muitos jovens na África e na Ásia assumem responsabilidades passadas pelos adultos como trabalhar ou cuidar de irmãos menores. Por conta dessas tarefas, muitos adolescentes abandonam a escola ou tornam-se vítimas de casamentos precoces.

A organização recomenda melhorias nos sistemas de saúde nacionais e também na área da educação para preparar os jovens.

Educação sexual compreensiva nas escolas também é uma das recomendações. A OMS acredita ainda que a idade mínima para consumo de álcool teria de ser elevada em muitos países. O cinto de segurança e outros equipamentos adequados ao trânsito, como a utilização obrigatória do capacete para motoristas, devem ser implementados em todas as partes.

O acesso à arma de fogo também tem que ser reduzido, assim como o aumento do fornecimento de água potável e saneamento básico, além da diminuição dos índices de poluição interna e externa.

O relatório destaca ainda um guia produzido pela OMS e outras agências da ONU como Unaids, Unesco, ONU Mulheres, Unicef e Unfpa. A iniciativa conta com a parceria do Banco Mundial.

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