POLÍTICA

Jair Bolsonaro: 'Mais do que nunca pessoas de bem devem se unir por Brasil justo em 2018'

Em postagem, deputado federal brinca que JBS não é Jair Bolsonaro.

18/05/2017 10:29 -03 | Atualizado 18/05/2017 10:35 -03
Divulgação/Facebook
Aproveitando denúncias contra Temer, Jair Bolsonaro faz pré-campanha eleitoral.

Com gravações minando a presidência de Michel Temer, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que se apresenta como presidenciável em 2018, fez questão de mandar seu recado.

"Este momento, mais do que nunca, é de as pessoas de bem se unirem para que em 2018 tenhamos um Brasil justo para todos", disse, em referência às revelações do jornal O Globo de que o presidente incentivou o pagamento do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha por donos da JBS. O conteúdo da gravação feita pelo empresário Joesley Batista foi divulgado nesta quarta-feira (17).

A declaração foi dada no Aeroporto Internacional de Brasília na manhã desta quinta-feira (18) antes de Bolsonaro pegar voo para Florianópolis.

Pelo Facebook, o deputado brincou que "JBS não é Jair Bolsonaro".

Acusações graves

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, os donos da JBS, Joesley Batista e o irmão Wesley, levaram na semana passada ao STF (Supremo Tribunal Federal) gravações de conversa com Temer.

Em um dos diálogos incriminadores, Batista diz que paga uma mesada para Cunha e Lúcio Funaro, operador dele em esquema de corrupção, para permanecerem calados. Temer foi gravado consentindo: "Tem que manter isso, viu?".

Em outra conversa gravada, Temer indica a Joesley procurar o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-RJ) para resolver problemas da JBS. De acordo com Lauro Jardim, a Polícia Federal filmou Rocha Loures recebendo propina de R$ 500 mil de Ricardo Saud, diretor da JBS.

Essa delação precisa ser homologada pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, para ser considerada uma prova legal.

Outro lado

Em nota, o Palácio do Planalto negou que Temer tenha pedido pagamento de silêncio de Cunha. Disse também que nunca tentou frear delações.

Leia a íntegra:

"O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados."

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