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JBS: Dilma pediu R$ 30 milhões para campanha de Pimentel em Minas Gerais

O encontro entre Dilma e Joesley teria ocorrido no final de 2014, no Palácio do Planalto, e a doação teria sido feita via caixa 2.

18/05/2017 15:05 -03 | Atualizado 18/05/2017 15:12 -03
Andres Stapff / Reuters
A assessoria de Pimentel, bem como a de Rousseff e a da JBS ainda não comentaram sobre o caso.

A delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS, divulgada na última quarta-feira (17) pelo jornal O Globo, trouxe implicações profundas ao cenário político atual.

Em um dos anexos da delação, Joesley afirma que a ex-presidente Dilma Rousseff teria pedido ao empresário a quantia de R$ 30 milhões, que seria utilizada na campanha de Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais.

De acordo com informações da Folha, o encontro entre Dilma e Joesley teria ocorrido no final de 2014, no Palácio do Planalto, e a doação teria sido feita via caixa 2.

A assessoria de Pimentel, bem como a de Rousseff e a da JBS ainda não comentaram sobre o caso.

O caso

Joesley e o irmão Wesley entregaram ao STF gravações nas quais mostram o presidente dando aval para compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A informação foi divulgada em primeira mão pelo jornal O Globo na noite de quarta-feira.

"Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: 'Tem que manter isso, viu?'", diz trecho da reportagem.

O então presidente do PSDB e senador afastado Aécio Neves (MG) também foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro, segundo o empresário, foi depositado em uma empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG).

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