POLÍTICA

Doria ou Alckmin: PSDB corre para escolher neste ano seu candidato para 2018

Partido pode adotar prévias para escolher presidenciável ainda este ano.

16/05/2017 21:47 -03 | Atualizado 16/05/2017 21:47 -03
Montagem/Reuters
Disputa entre os tucanos João Doria, prefeito de São Paulo, e Geraldo Alckmin, para candidato a presidente da República em 2018 aperta calendário do PSDB para definir candidatura.

A disputa entre os tucanos João Doria, prefeito de São Paulo, e Geraldo Alckmin, governador do estado, aperta calendário do PSDB para definir o candidato a presidente da República em 2018.

O secretário-geral da Executiva Nacional da legenda, deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), defende que o nome seja definido ainda em 2017. "Se tiver que fazer prévias, tem que ser esse ano ainda", afirmou ao HuffPost Brasil.

O partido ainda não tem um encontro marcado para discutir o assunto, o que deve acontecer no segundo semestre. O presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG) também é um dos cotados, além do senador José Serra (SP).

Em geral, a escolha do candidato é feita em conversas internas dos partidos. As prévias são um consulta aberta em que os filiados definem o nome para a disputa eleitoral. O modelo é adotado, por exemplo, nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

Nesta terça-feira (16), Doria, afirmou que concorreria ao Palácio do Planalto se for escolhido nessa modalidade, de acordo com a agência de notícias Bloomberg. Ele teria feito a afirmação em visita ao prédio da empresa, em Nova York.

Foi a declaração mas contundente do tucano sobre o tema, que depois recuou e disse que apoia a candidatura de seu padrinho político, Geraldo Alckmin.

Em conversa com a imprensa, o prefeito afirmou que tanto ele quanto o governaor defendem prévias. "Eu e o governador não estamos disputando nada. Temos tempo pela frente para tratar de candidatura para presidente", afirmou.

Apesar de negar a intenção de deixar a Prefeitura antes do fim do mandato, o tucano tem dado declarações que reforçam uma possível candidatura. No domingo, Doria disse que o melhor candidato para as eleições presidenciais de 2018 será aquele que o povo desejar.

Alckmin não fica atrás nas frases de pré-candidato. Nesta terça, ele afirmou que está preparado para a disputa no próximo ano. "Acho que amadureci mais do que em 2006, quando disputei a eleição", afirmou após participar de um evento na Bolsa de Valores de Nova York.

Os dois estão nos Estados Unidos para uma rodada de conversas com investidores. O prefeito também recebe na viagem o prêmio Person of the Year, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Alckmin também planeja viagens para outros estados. No sábado, o goverador esteve no Espírito Santo para fechar um pacto de cooperação entre o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper). A próxima agenda será em Tocantins.

Dentro do PSDB, a avaliação é que Doria não assumiria uma candidatura sem o aval do padrinho.

Datafolha e Lava Jato

Pesquisa Datafolha divulgada em abril, mostra Doria com 9%, no quarto lugar, na hipótese de Lula (PT) ser candidato. Sem Lula, o prefeito sobe para 11% mas fica na mesma posição, ultrapassado por Ciro Gomes (PDT). O tucano tem baixa rejeição (16%).

Já os concorrentes caíram na pontuação após novas denúncias da Operação Lava Jato. Tanto Aécio, quanto Serra e Alckmin foram citados na lista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Suspeito de receber R$ 10,7 milhões em caixa dois, Alckmin tem rejeição de 28% - antes era de 17% - e 6% das intenções de voto, dois pontos percentuais a menos do que na última sondagem.

Investigado por corrupção e caixa dois, Aécio tem o mesmo índice de rejeição que Lula 44%, contra 30% do último levantamento. As intenções de voto caíram de 11% para 8%.

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