NOTÍCIAS

11 dias após ser agredido por PM na greve geral, estudante sai da UTI

Mateus Ferreria respira sem ajuda de aparelhos e consegue falar.

09/05/2017 13:36 -03 | Atualizado 09/05/2017 13:36 -03
Montagem / Twitter / Facebook
Estudante de ciências sociais foi agredido com cassetete no rosto por policial militar na greve geral em 28 de abril.

Wendel A. Sousa*, Agência Brasil

O estudante de ciências sociais Mateus Ferreira da Silva, agredido violentamente na cabeça com um cassetete por um policial militar no último dia 28 de abril em Goiânia (GO), teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgência de Goiânia (HUGO) na noite de desta segunda-feira (8) e foi transferido para um leito da enfermaria.

Segundo boletim médico divulgado na manhã de hoje (9), o estado de saúde do paciente é estável. Ele respira sem ajuda de aparelhos e está consciente, orientado e já consegue falar.

Graduando em ciências sociais na Universidade Federal de Goiás (UFG), Mateus participava da greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária quando levou um golpe na testa do capitão da Polícia Militar Augusto Sampaio de Oliveira Neto.

Dias depois do episódio, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás, Ricardo Balestreri, apresentou uma proposta de um novo código de ética para a PM do estado.

O projeto consiste na capacitação permanente para o uso progressivo racional da força. Segundo Balestreri, a intenção é consolidar um novo método prático, profissionalizado e científico para o uso da força policial.

Mateus é formado em ciências da computação e está no terceiro semestre do curso de ciências sociais. Segundo a mãe do jovem, Suzethe Barboza, ele trabalha desde os 14 anos de idade.

Por conta da agressão, o estudante teve quadro de traumatismo crânio encefálico, várias fraturas no rosto e ficou 11 dias internado na UTI.

*Estagiário sob supervisão de Lílian Beraldo

Greve Geral em 28 de abril de 2017

LEIA MAIS:

- 1 em cada 3 brasileiros perdeu um amigo ou parente assassinado, segundo Datafolha

- ONU cobra reação às violações aos direitos humanos no Brasil, sobretudo com índios, pobres e presos