LGBT

8 documentários da Netflix sobre LGBTs que vão abrir a sua mente para a diversidade

Uma lista de produções com histórias de pessoas lutam pela liberdade de ser quem são.

05/05/2017 20:28 -03 | Atualizado 08/05/2017 10:43 -03

O primeiro documentário original da Netflix produzido no Brasil tem Laerte como protagonista. Com direção de Lygia Barbosa e Eliane Brum, Laerte-se acompanha as descobertas de uma das maiores cartunistas do Brasil sobre o que é ser mulher.

O filme promete ampliar a discussão sobre diversidade de gênero e difundir uma importante mensagem no país: a urgência de tolerância às diferenças. Vale lembrar que o Brasil é apontado como o país que mais mata travestis e transexuais no mundo.

A seguir, você acompanha uma lista de 8 filmes de cunho LGBT disponíveis na Netflix.

Entre produções recentes, poucos conhecidas e premiadas, essa lista reúne informações, problemáticas e histórias capazes de subtrair preconceitos e trazer empatia por pessoas que fazem parte de uma comunidade diversa e lutam pela liberdade de ser quem são.

1. Strike a Pose (2016) - Direção: Ester Gould e Reijer Zwaan

Exibido no Festival do Rio e ni Festival Mix Brasil em 2016, Strike a Pose lança luz sobre a influência de Madonna na discussão sobre os direitos dos gays e da liberdade de expressão na década de 1990. O documentário reúne depoimentos dos dançarinos que integraram a controversa e bem-sucedida turnê Blond Ambition Tour. A jornada dos dançarinos chegou a ser registrada pela diva pop no documentário Na Cama com Maddona. Agora, vinte e cinco anos depois da enorme repercussão do trabalho, eles compartilham suas histórias de vida (nem sempre felizes) antes e depois da turnê.

2. Who's Gonna Love Me Now? (2016) - Direção: Barak Heymann

Também exibido durante a edição de 2016 do Festival Mix Brasil, o emocionante documentário Who's Gonna Love Me Now? (Quem Vai me Amar Agora?) retrata a história Saar, judeu que teve que deixar sua conservadora família em Israel por conta de sua orientação sexual. Após 18 anos exilado em Londres, lugar onde ele pôde viver a vida que sempre quis, ele descobre que é HIV positivo. O desdobramento do filme acompanha o reencontro de Saar com seus pais, irmãos e comunidade, ocasião em que todos precisam rever e superar preconceitos.

3. The Pearl of Africa (2016) - Direção: Jonny von Wallström

Mulher trans, Cléopatra Kumbugu teve que fugir de Uganda após ter seu nome exposto em uma lista que "denunciava" homossexuais na primeira página do Red Paper, um dos principais tablóides do país. Antes da fuga, ela foi forçada a viver um mês de portas fechadas para que não fosse presa e perdeu o contato com vários de seus familiares. Esta dramática história é retratada em The Pearl of África. Hoje Cleópatra mora no Quênia e luta pelo reconhecimento de seus direitos em seu país de origem. Vale ressaltar que Uganda é um dos países mais homofóbicos e transfóbicos do mundo. Em 2015, o presidente Yoweri Museveni sancionou uma lei que prevê pena de 14 anos de prisão para pessoas que mantiverem relações sexuais com parceiros do mesmo sexo e prisão perpétua para reincidentes.

4. Game Face (2015) - Direção: Michiel Thomas

O preconceito contra LGBTs no mundo dos esportes pode assumir contornos e se manifestar bem formas diferentes em comparação ao que se constata na sociedade em geral. É sobre isso que trata Game Face. O documentário acompanha a lutadora transexual de MMA Fallon Fox e o jogador gay de basquete Terrence Clemens, dois atletas que batalham por aceitação nas modalidades que praticam. Nesse contexto, a produção expõe o quão penosa pode ser (do ponto de vista profissional) a trajetória de um LGBT que expõe com naturalidade sua orientação sexual e ao mesmo tempo mostra como essa decisão pode ser particularmente libertadora e construtiva.

5. Oriented (2015) - Direção: Jake Witzenfeld

Conflitos políticos, religião e sexualidade são discussões que se misturam em Oriented. O filme retrata a realidade de três amigos gays palestinos com perfis e obstáculos de vida bem diferentes. Khader, de 25 anos, tem um namorado judeu e vive no seio de uma família que o amo e o aceita. Aos 26 anos, Fadi nunca se interessou judeus israelenses até se apaixonador por Benjamin. Já Naem, de 24 anos, se sente confortável com sua sexualidade, mas ainda não se sente pronto para se assumir perante a família. Esse trio é responsável pelo Qambuta, grupo ativista que luta pela igualdade sexual e de gênero aos palestinos que vivem em Israel.

6. Gayby Baby (2015) - Direção: Maya Newell

O que constitui uma família no século 21? Quais os valores fundamentais para o convívio sadio e construtivo entre pais e filhos? Esses valores são influenciados pela sexualidade dos responsáveis? Essas são algumas questões levantadas pelo filme australiano Gayby Baby, que acompanha a rotina de quatro crianças, Gus, Ebonny, Matt e Graham, filhos de pais homossexuais. Apresentado sob a ótica das crianças, o documentário esteve no centro de um polêmica no ano de seu lançamento, quando o então ministro da Educação de Nova Gales do Sul, Andrew Piccoli, proibiu sua exibição em escolas do ensino médio do Estado .Na época, o longa seria exibido com o objetivo de promover incentivar a discussão sobre diversidade e tolerância às diferenças.

7. Mala Mala (2014) - Direção: Antonio Santini e Dan Sickles

As jovens transexuais e drag queens de Porto Rico são as protagonistas de Mala Mala. No filme, os diretores Dan Sickles e Antonio Santini dão voz a 8 diferentes perfis de mulheres trans (e 1 de homem trans) a fim de mostrar a diversidade de aspirações dentro dessa comunidade e expor realidades e histórias ainda cruelmenre marcadas pela discriminação. Entre as entrevistadas estão uma prostituta, uma hairstylist, uma atvista a April Carrion, uma RuPaul Drag Race Star.

8. Paris Is Burning (1990) - Direção: Jennie Livingston

Final dos anos 80. Em Nova York, drag queens e travestis vivem sua homossexualidade de forma plena, apesar da pobreza e do surto de HIV. Os bailes com desfiles, o vogue, a música disco/house e pajubás como shade e strike a pose - hoje famosos por conta das divas pop e de RuPaul's Drag Race – dão cor, vida e senso de pertencimento à comunidade gay. Retrato desse caldeirão efervescente, Paris is Burningo foi lançado em 1991, mas não parou no tempo. Pelo contrário, o documentário cultuado pela comunidade gay segue reverberando na cultura pop mundial como poucas produções do gênero conseguiram.

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