POLÍTICA

9 cidades registram confrontos na Greve Geral desta sexta-feira

No Rio, 5 pessoas ficaram feridas. “É terrorismo de Estado contra a população”, afirmou o deputado Glauber Braga, atingido por uma bala de borracha.

29/04/2017 10:27 -03 | Atualizado 29/04/2017 10:45 -03
Mario Tama via Getty Images
Confronto na Greve Geral no Rio de Janeiro.

A Greve Geral na última sexta-feira (28), contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo de Michel Temer, atingiu 130 cidades, segundo levantamento da Folha de São Paulo.

Desse total, 34 tiveram ruas e avenidas interditadas, em 38 o transporte público foi paralisado. No Rio de Janeiro, 8 ônibus foram queimados. Foram registrados confrontos em 9 municípios.

Em São Paulo, integrantes da Frente Povo Sem Medo iniciaram um protesto no Lago da Batata, região Oeste da cidade, em direção à casa do presidente Michel Temer, no Alto de Pinheiros.

A rua do peemedebista foi isolada pela por PMs que usaram bombas de gás para impedir manifestantes que tentaram derrubar a grade de isolamento. Agências bancárias foram destruídas na região e casas foram pixadas e tiveram vidros quebrados. Pontos de ônibus, relógios públicos e carros também foram danificados.

Segundo a PM, o ato reuniu cerca de 3.000 pessoas. A Frente contabilizou 70 mil.

No largo da Batata, um carro atropelou uma manifestante, que se feriu gravemente. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, até o final da tarde de hoje, foram detidas 36 pessoas em todo o estado, sendo 21 na capital.

Rio

No Rio, manifestantes e policiais militares entraram em confronto, na região central da cidade. Manifestantes atearam fogo em oito ônibus na região da Lapa e policiais responderam com bombas e gás lacrimogêneo.

Após a dispersão, manifestantes depredaram equipamentos públicos. Cinco pessoas ficaram feridas, de acordo com o G1. Todas elas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e não estão em estado grave.

Houve relatos de manifestantes sobre a violência policial, incluindo o uso de balas de borracha, durantes a manifestação. A Ordem dos Advogados do Brasil - RJ classificou de "violenta" a ação da PM. "Nada justifica a investida, com bombas e cassetetes, contra uma multidão que protestava de modo pacífico", afirmou a entidade, em nota.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) foi atingido com uma bala de borracha e gás lacrimogêneo registrou ocorrência na 9ª Delegacia de Polícia do Rio (Catete), em função da ação da PM, em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Em nota, a Polícia Militar informou que "agiu em vários distúrbios, reagindo à ação de vândalos que, infiltrados entre os legítimos manifestantes, promoveram atos de violência e baderna pelo centro da cidade".

De acordo com os policiais, foram registrados saques e depredação de lojas, estações do Metrô e do VLT, ônibus e carros apedrejados e incendiados.

Greve Geral em 28 de abril de 2017

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