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Paola Carosella: 'Minha intenção foi lembrar que leis existem e que devem ser honradas e respeitadas'

Chef argentina comentou a repercussão de seu tuíte sobre o direito à greve.

28/04/2017 16:28 -03 | Atualizado 28/04/2017 17:16 -03
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Filha de advogada, a cozinheira citou as palavras da mãe (que estudou direito durante a ditadura militar na Argentina) no texto.

A cozinheira e jurada do MasterChef Brasil, Paola Carosella, comentou em seu perfil no Facebook a repercussão que causou ao rebater uma notícia com a fala do prefeito de São Paulo, João Doria, sobre a greve geral contra a reforma trabalhista, realizada nesta sexta-feira (28).

Em resposta a um tuíte do jornal O Estado de S. Paulo, no qual afirmava que Doria descontaria ponto do funcionário que aderisse à greve durante o expediente, a chef argentina citou o artigo da Constituição Brasileira, que assegura o direito a greve, "competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exerce-lo."

O tuíte foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais nos últimos dias e, na tarde de hoje, Paola decidiu falar sobre a repercussão. "Meu post foi interpretado de várias formas, infelizmente nem todas com a intenção que foi escrito", escreveu. "Algumas pessoas acharam que eu sou radicalmente de esquerda, comunista, outras me insultaram e me mandaram de volta ao 'meu país'. Outras, me acusaram de tentar 'corrigir' o Sr. Prefeito, coisa que jamais foi a minha intenção."

Filha de advogada, a cozinheira citou as palavras da mãe (que estudou direito durante a ditadura militar na Argentina) no texto: "Um dos maiores ensinamentos dela sempre foi: 'Faça as coisas dentro da lei, conheça a lei. Se você não conhece os seus direitos, você está a mercê de qualquer coisa que qualquer pessoa faça com você. É sua obrigação, filha, conhecer os seus direitos. Depois faças as escolhas que você ache certas, mas sempre dentro da lei'".

Segundo Paola, a intenção ao citar o artigo da Constituição foi de lembrar que as leis existem e que elas devem ser respeitadas, ser claras, justas e não podem ser manipuladas.

A minha única intenção foi a de lembrar, me lembrar, que as leis existem e que elas não são apenas pequenas letrinhas em cadernos de escrita confusa apenas reservados a alguns que se interessam por elas, que as leis são as regras do jogo que jogamos todo dia. Regras do país onde nascemos ou escolhemos para viver. Que importam, e que devem ser honradas e respeitadas.

Ela acrescenta que, diferentemente do que disseram, ela e seus funcionários não aderiram à greve. Os restaurantes permaneceram fechados nesta sexta para evitar transtornos aos empregados. "Isso não quer dizer aderir à greve. Se os nossos funcionários decidem ou não aderir a greve, é um direito deles". E finalizou:

O que sou e sempre serei é a favor da liberdade, de todas as suas formas, e a única forma de liberdade que conheço é aquela que acontece quando existe uma ordem clara, quando existe a lei e a mesma é respeitada, para todos por igual, independente da cor, do credo ou do partido político do momento.

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