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Goleiro Bruno vai voltar para a prisão, decide STF

Bruno esperava seu julgamento em liberdade por um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio no final de fevereiro deste ano.

25/04/2017 15:24 -03 | Atualizado 25/04/2017 15:45 -03
STRINGER Brazil / Reuters

Após dois meses desfrutando a liberdade, o goleiro Bruno Fernandes voltará para a prisão à espera do julgamento. O Supremo Tribunal Federal (STF) revogou na tarde desta terça-feira (25) a limiNar que concedia a soltura do goleiro, condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato da ex-amante Eliza Samúdio.

Bruno estava solto por um habeas corpus concedido pelo ministro Marco Aurélio no final de fevereiro deste ano. Ele estava preventivamente preso por 6 anos e 7 meses enquanto aguardava o julgamento de um recurso apresentado ao Tribunal de Justiça do estado de Minas Gerais.

Por quatro votos a um, os ministros decidiram derrubar a decisão de Marco Aurélio Mello. De acordo com o G1, os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux votaram para que Bruno volte à prisão. Marco Aurélio voto para que o atleta permanecesse em liberdade e Luis Roberto Barroso, outro integrante da turma, não participou do julgamento.

A decisão do STF foi tomada depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu na quarta-feira passada (19) que o Supremo revisasse a decisão do ministro, com a justificativa de que o habeas corpus apresentado pela defesa de Bruno já havia sido negado pelo Supremo Tribunal de Justiça, e, portanto, o STF não deveria dar prosseguimento ao pedido.

No entendimento da decisão do ministro Marco Aurélio, em fevereiro, Bruno estava preso sem que a apelação da defesa tivesse sido julgada.

Mas, documento enviado ao STF, Janot argumenta que a própria defesa do goleiro entrou com recursos após a condenação e contribuiu com a demora no julgamento. "A duração razoável do processo deve ser deferida à luz da complexidade dos fatos e do procedimento, bem como a pluralidade de réus e testemunhas", disse o texto enviado.

O goleiro foi condenado em 2013 pelo assassinato e ocultação de cadáver de Samúdio, além de sequestro e cárcere privado de seu filho, Bruno Samúdio de Souza.

Após conseguir liberdade provisória, o goleiro foi contratado para ser reforço do time Boa Esporte, da Segunda Divisão do Campeonato Brasil.

A soltura e a contratação do goleiro causou revolta em grande parte da população brasileira. Uma petição online contendo mais de 500 páginas de assinaturas pede que Bruno volte à prisão.

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