MUNDO

O que sabemos até agora sobre o atentado em Paris

Às vésperas das eleições, um policial morreu e outros dois ficaram feridos em um tiroteio na Champs-Elysées.

20/04/2017 19:20 -03 | Atualizado 21/04/2017 08:25 -03
Christian Hartmann / Reuters

Um tiroteio nesta quinta-feira (20) na zona central de Paris deixou um policial morto e outros dois feridos. O atirador foi atingido pela polícia e também morreu.

A polícia local soltou um alerta para que as pessoas evitem as redondezas da Champs-Elysées, um dos principais cartões postais da cidade.

A área foi isolada e os agentes pediram aos turistas para que retonassem aos hotéis. Estações de metrô foram fechadas e carros de emergência bloqueiam ruas entre o Arco do Triunfo e o jardim Tuileries.

A promotoria abriu ação para investigar terrorismo, embora o ministro do interior tenha afirmado que ainda é muito cedo para identificar o motivo.

Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ato parece outro atentado terrorista.

"De novo, parece que está acontecendo de novo. (...) É muito, muito terrível. Parece outro ataque terrorista. O que posso dizer? Isto nunca acaba. Temos de nos manter fortes e atentos."

Estado Islâmico

Horas mais tarde, o Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. O autor dos disparos foi identificado como "Abu Youssef, o belga". A informação foi anunciada pela agência de notícia Amaq, ligada ao grupo extremista.

Eleições

O tiroteio levou o presidente François Hollande a convocar uma reunião de emergência para apurar o caso. A proximidade com o primeiro turno das eleições, marcado para domingo (23), acirra ainda mais a disputa.

A depender de quem clamar a autoria do ataque, a candidata Marine Le Pen sai fortalecida. De extrema direita, ela tem um dicurso forte contra migrantes e os islamismo.

Quatro candidatos têm chances reais de vitória. Além de Le Pen, com 21% das intenções de voto, estão fortes na corrida presidencial o independista Emmanuel Macron, com 24,5%,o conservador François Fillon, com 20%, e o esquerdista Jean-Luc Mélenchon, 19%.

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