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Goleiro Bruno está em liberdade. Mas Ministério Público quer que ele volte para a prisão

Procurador-geral da República pediu revogação da liminar do STF que permitiu a soltura do goleiro.

20/04/2017 16:47 -03 | Atualizado 20/04/2017 17:57 -03
STRINGER Brazil / Reuters
No final de fevereiro, Bruno ganhou um habeas corpus julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e saiu da prisão.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu na última quarta-feira (19) que o Supremo Tribunal Federal (STF) reveja a decisão do ministro Marco Aurélio sobre a soltura do goleiro Bruno Fernandes, condenado a mais de 22 anos de prisão por matar a ex-namorada, Eliza Samúdio em 2010, com quem teve um filho.

No final de fevereiro, Bruno ganhou um habeas corpus julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e saiu da prisão. Ele estava preventivamente preso por 6 anos e 7 meses e agora espera o julgamento do habeas corpus na primeira turma do STF.

Mas, para Janot, o habeas corpus apresentado pela defesa de Bruno já havia sido negado pelo Supremo Tribunal de Justiça, e, portanto, o STF não deveria dar prosseguimento ao pedido.

No entendimento da decisão do ministro Marco Aurélio, em fevereiro, Bruno estava preso sem que a apelação da defesa tivesse sido julgada.

No documento enviado ao STF, no entanto, Janot argumenta que a própria defesa do goleiro entrou com recursos após a condenação e contribuiu com a demora no julgamento. "A duração razoável do processo deve ser deferida à luz da complexidade dos fatos e do procedimento, bem como a pluralidade de réus e testemunhas", disse o texto enviado.

O goleiro foi condenado em 2013 pelo assassinato e ocultação de cadáver de Samúdio, além de sequestro e cárcere privado de seu filho, Bruno Samúdio de Souza.

Após conseguir liberdade provisória, o goleiro foi contratado para ser reforço do time Boa Esporte, da Segunda Divisão do Campeonato Brasil.

A soltura e a contratação do goleiro causou revolta em grande parte da população brasileira. Uma petição online contendo mais de 500 páginas de assinaturas pede que Bruno volte à prisão.

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