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Simples e transformador: Este app quer te incentivar a ser um doador de sangue frequente

Apenas 1,9% da população se declara como doadora de sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, o ideal seria que o índice subisse para 3%, no mínimo.

10/04/2017 21:08 -03 | Atualizado 10/04/2017 21:16 -03
asiseeit via Getty Images
A ideia de um serviço que conectasse o doador ao hemocentro de forma mais interativa surgiu em uma conversa entre amigos.

No Brasil, apenas 1,9% da população se declara como doadora de sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, para suprir as necessidades do País, o ideal seria que o índice subisse para 3%, no mínimo.

Mas o que falta para as pessoas doarem mais sangue?

Para Gabriel Branco, idealizador do aplicativo Hemotify, faltam ferramentas que incentivem a doação.

A ideia de um serviço que conectasse o doador ao hemocentro de forma mais interativa surgiu em uma conversa entre amigos.

Em entrevista ao HuffPost Brasil, o estudante da Universidade Federal de Santa Maria descobriu que um dos colegas tinha um tipo sanguíneo diferente. O caso raro é chamado de Fenótipo de Bombaim, mais conhecido como Falso "O".

"A gente começou a se questionar se caso uma pessoa com esse fenótipo precisasse de sangue, como ela iria receber a doação da pessoa certa? Mas vai além. As pessoas que precisam de sangue em geral também enfrentam dificuldades de doação. Na maioria das vezes apenas quem doa são os familiares", comenta Branco.

Em outubro de 2016, o jovem deu início ao projeto que quer automatizar essas doações. Com ajuda de mais dois sócios, o trio montou uma plataforma para trabalhar com um banco de dados dos usuários cadastrados.

O hemocentro que precisar da doação de sangue A+, por exemplo, consegue enviar um recado via redes sociais para todos os cadastrados com esse tipo sanguíneo. O serviço não cobra nada dos hemocentros e para se cadastrar como doador basta preencher uma ficha com dados pessoais.

"A maioria das pessoas que doam sangue vão doar por necessidade de alguma pessoa próxima. Elas doam uma vez e param. Essas pessoas têm grande potencial de se tornarem doadores frequentes, só falta o estímulo. Esse é um dos desafios do aplicativo: Incentivar as pessoas a se tornarem doadores frequentes e para qualquer pessoa que esteja precisando, e não só para algum conhecido", defende Gabriel Branco.

Atualmente, são 11 hemocentros cadastrados na plataforma que atendem a região do Rio Grande do Sul. O trio ainda não consegue mensurar quantas doações ocorreram após os usuários serem notificados pelo app. Com o propósito de viabilizar essa e outras ferramentas, eles iniciaram uma campanha de crowdfunding para arrecadar verba.

"A plataforma está bem básica, mas queremos implementar melhorias, como o calendário para cada usuário controlar suas doações. Ainda, queremos incorporar todas as redes sociais. Por enquanto só utilizamos o Facebook para interagir com os usuários", explica o jovem.

Além das notificações, o sócio do Hemotify vê nas redes uma oportunidade de conscientizar a população sobre a importância de ser um doador.

"Queremos convencer as pessoas que não doam sangue de que é importante e necessário ajudar o outro. Por meio de engajamentos e abordagens, a gente relembra que elas podem fazer esse gesto e transformar a vida de muita gente."

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