POLÍTICA

Aumenta de 46% para 55% quem considera governo Temer ruim ou péssimo

Confiança no presidente caiu de 23% para 17%, de acordo com pesquisa CNI/Ibope.

31/03/2017 10:51 -03 | Atualizado 31/03/2017 11:57 -03
Ueslei Marcelino / Reuters
Presidente Michel Temer

A avaliação do governo de Michel Temer caiu desde dezembro, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (31).

Para 55% a gestão é ruim ou péssima, para 31% regular e 10% avaliam a gestão como boa ou ótima. Outros 4% não souberam opinar ou não responderam.

Entre os entrevistados, 73% desaprovam a maneira de governar do peemedebista, 20% aprovam e 7% não responderam.

Sobre a confiança no presidente, 79% não confiam, 17% confiam e 3% não sabem ou não responderam.

Na sondagem anterior, para 46% a gestão era ruim ou péssima, para 35% regular e 13% avaliam a gestão como boa ou ótima. Outros 6% não souberam opinar ou não responderam.

Entre os entrevistados, 64% desaprovavam a maneira de governar do peemedebista, 26% aprovavam e 10% não responderam.

Sobre a confiança no presidente, 72% não confiavam, 23% confiavam e 5% não sabiam ou não responderam.

Na avaliação de Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, a sondagem atual reforça a redução do percentual de indecisos sobre o governo do peemedebista, fator já percebido na última pesquisa, publicada em dezembro.

O que pode estar causando a baixa popularidade é que a maioria diz que as notícias são desfavoráveis e você tem como principais notícias citadas as medidas de reforma, como a da Previdência - que está sendo um debate bastante controverso – e notícias de corrupção que continuam a aparecer, além da questão econômica, como desemprego.

Os dados foram coletados entre os dias 16 e 19 de março, com 2 mil pessoas em 126 municípios. A sondagem tem dois pontos percentuais de margem de erro para mais ou para menos e grau de confiança de 95%.

O governo de Dilma Rousseff, em março, teve 10% de ótimo ou bom como avaliação, enquanto 69% julgaram seu segundo mandato como ruim ou péssimo.

Em relação ao governo de Dilma Rousseff, 18% dos entrevistados consideram a gestão atual melhor, 38% igual e 41% pior. Não sabem ou não responderam 3%. Na avaliação anterior, 21% consideravam melhor, 42% igual e 34% pior. Não sabiam ou não responderam 3%.

Quanto às expectativas em relação aos próximos anos do governo, 14% responderam bom ou ótimo, 28% regular e 52% ruim ou péssimo. Não sabem ou não responderam 6%. Na sondagem anterior, os percentuais eram de 18%, 32%, 43% e 7%, respectivamente.

Pessimismo

Entre os brasileiros com até 4ª série de ensino fundamental, 19% acreditam que os próximos anos do governo Temer serão ótimo ou bom. O percentual cai com o aumento da instrução, até 11% entre os entrevistados com ensino superior.

O grau de confiança no presidente também é maior entre aqueles com menor instrução (25%). Esse também é o grupo que menos desaprova a maneria de Temer governar (65%).

A reforma da Previdência aparece como notícia mais lembrada pela população (26%), seguida pela Operação Lava Jato (9%) e pela corrupção no governo (5%). O percentual que consiera notícias mais recentes desafavoráveis ao governo aumentou de 47% para 54%.

As discussões sobre reforma trabalhista (3%), autorização para saques das contas inativas do FGTS (2%) e reforma do Ensino Médio (1%) também foram destaques.

Quanto ao combate ao desemprego, 77% desaprovam a atuação do governo, 20% aprovam e 3% não sabem ou não responderam. Na sondagem anterior, os percentuais eram, respectivamente, 76%, 20% e 4%.

Sobre o combate a inflação, a desaprovação da conduta do governo subiu de 70% para 72%, enquanto a aprovação caiu de 25% para 23%. Os que não sabiam ou não responderam passaram de 6% para 5%.

Já a política de impostos é desaprovada por 85% e aprovada por 11%. Outros 4% não sabem ou não responderam. Antes os indicadores eram, respectivamente, 80%, 14% e 6%.

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