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Produtos frigoríficos não apresentam risco à saúde, diz ministro

“Foram recolhidos produtos com irregularidades menores. (...) Nada perigoso, podem ficar tranquilos.”

27/03/2017 20:13 -03 | Atualizado 27/03/2017 20:25 -03
Adriano Machado / Reuters
Blairo Maggi: Sem risco para o consumo humano nas mercadorias analisadas.

Laudo de produtos de três dos seis frigoríficos interditados na Operação Carne Fraca mostra que os alimentos não apresentam risco à saúde. O resultado corresponde a 7% das 174 amostras recolhidas em supermercados de 22 estados do País e englobam os 21 frigoríficos investigados.

Entre as amostras já analisadas estão as do frigorífico Peccin de Jaraguá so Dil e de Cutiriba, que estão sob suspeita pelo uso de carne estragada em salsicha e linguiça, além do excesso de aditivos.

Também foi feito o estudo em alimentos da BRF em Mineiros, que é acusada de obstruir a fiscalização.

Segundo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, dos 12 laudos nenhum apresenta "qualquer perigo ao consumo humano das mercadorias que foram coletadas".

"Estamos correndo para dizer à população que não há, mas, se houver, vamos dizer também, mas não há até po momeneto nenhum tipo de anormalidade que possa fazer mal à saúde humana no consumo desses produtos", afirmou o ministro, em coletiva de imprensa.

Apesar da inexistência de risco à saúde, segundo o ministro, as análises apontaram a presença de ração para animais, alimentos com prazo de validade vencido ou com troca de ingredientes, como amido acima do permitido pela legislação.

"Foram recolhidos produtos com irregularidades menores, como proporção errada de ingredientes, uso de carne de frango em vez de peru e por aí vai, nada perigoso, podem ficar tranquilos", disse o ministro.

Na manhã desta segunda-feira (27), o ministério anunciou a interdição de mais duas unidades frigoríficas alvos da Operação Carne Fraca: o Souza Ramos, em Colombo, e Transmeat, em Balsa Nova, ambos no Paraná. Até o momento, seis frigoríficos estão interditados.

Queda nas exportações

No anúncio da balança comercial, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços informou hoje que o valor médio diário de exportação de carne na semana passada foi 19% menor do que o verificado entre os dias 1º e 17 de março, antes da Operação Carne Fraca ter sido deflagrada.

Segundo a pasta, a média diária de exportações da quarta semana de março, que teve cinco dias úteis, foi de US$ 50,5 milhões ante US$ 62,2 milhões registrados até a semana anterior.

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