ENTRETENIMENTO

Mistério resolvido: Monalisa não está nem ambígua e nem enigmática. Ela está feliz

No entanto, a percepção da emoção pode mudar.

18/03/2017 16:39 -03 | Atualizado 18/03/2017 17:22 -03
Raphael GAILLARDE via Getty Images
Obra-prima de Leonardo da Vinci, 'Monalisa' foi criada entre 1503 e 1506.

O mistério que envolve o sorriso de Monalisa, a famosa pintura do gênio italiano Leonardo da Vinci, foi finalmente resolvido: a Gioconda não é ambígua ou enigmática como é afirmado há séculos, mas simplesmente feliz.

É o que aponta um experimento realizado pela pesquisadora italiana Emanuela Liaci na universidade alemã de Friburgo. "Ficamos muito surpresos ao descobrir que a Monalisa foi sempre vista como feliz. Isso coloca em discussão a opinião comum entre os historiadores da arte", afirmou o coordenador do grupo de pesquisa, Jurgen Kornmeier.

Para decifrar o sorriso da Gioconda, os estudiosos mostraram a um grupo de voluntários o quadro de Da Vinci junto a outras oito versões "retocadas", nas quais os ângulos da boca da mulher foram ligeiramente curvados para cima ou para baixo para dar uma expressão mais feliz ou triste.

A pintura original e mais outras quatro versões com as expressões mais positivas foram percebidas como "felizes" em quase 100% dos casos e o seu reconhecimento aconteceu com maior rapidez e facilidade em relação às expressões mais tristes.

"É como se o nosso cérebro conseguisse reconhecer melhor as expressões faciais positivas", comentou Liaci.

Já em um segundo experimento, os pesquisadores mostraram aos voluntários a Monalisa junto a outras sete versões, mas todas elas melancólicas. Neste contexto, todas as imagens foram julgadas como "tristes", sendo que o quadro original foi considerado o menos infeliz de todos.

"Os dados demonstram que a nossa percepção de quem é triste ou feliz não é absoluta, mas sim adaptada com uma velocidade impressionante", explicou Kornmeier.

Os resultados dos testes feitos pela equipe, que foram publicados na revista Nature, indicaram, portanto como a percepção das emoções não é absoluta, mas que pode ser influenciada pelo contexto no qual nos encontramos.

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