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O mundo vive atualmente a maior crise humanitária desde 1945, diz diretor da ONU

20 milhões de pessoas vivendo no Sudão do Sul, Somália, Iêmen e o nordeste da Nigéria estão passando fome.

11/03/2017 15:53 -03 | Atualizado 11/03/2017 15:58 -03
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20 milhões de pessoas já estão em situação crítica ou correm risco de entrar nela nos próximos seis meses

O mundo vive atualmente a maior crise humanitária desde 1945, ano em que a ONU foi fundada.

O alerta foi feito nesta sexta-feira (10) pela ONU, que voltou a enfatizar o risco de crise de fome vivida por cerca de 20 milhões de pessoas em quatro países do mundo: Sudão do Sul, Somália, Iêmen e o nordeste da Nigéria.

Stephen O'Brien, diretor de operações humanitárias da ONU, disse ao Conselho de Segurança que:

"Estamos em um momento crítico da história. Já no começo do ano, enfrentamos a maior crise humanitária desde a criação das Nações Unidas".

O'Brien, ainda disse que "sem esforços globais coletivos e coordenados, as pessoas simplesmente morrerão de fome e muitos mais sofrerão e morrerão de doenças".

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Ele pediu uma injeção imediata de fundos para o Iêmen, Sudão do Sul, Somália e nordeste da Nigéria, além de acesso seguro e sem impedimentos à ajuda humanitária "para evitar uma catástrofe".

"Para ser exato, precisamos de US$ 4,4 bilhões até julho", afirmou O'Brien.

A situação, que já era considerada grave, se soma a uma possível crise de fome. Já em fevereiro deste ano, a ONU avisou que 20 milhões de pessoas já estão na situação crítica ou correm risco de entrar nela nos próximos seis meses.

O representante da ONU disse que é necessária uma "injeção imediata de fundos" para atender os necessitados nesses três países e o nordeste da Nigéria.

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Ele alertou que perto de um milhão de crianças com menos de cinco anos de idade estarão "agudamente desnutridas" este ano se nenhuma providência for tomada:

"O que vi e ouvi durante minha visita à Somália foi angustiante. As mulheres e as crianças andam durante semanas à procura de comida e água, perderam o gado, as fontes de água secaram e não têm mais nada para sobreviver. Com tudo perdido, mulheres, meninos, meninas e homens agora se mudam para centros urbanos".

O chefe humanitário advertiu que os indicadores atuais refletem "o quadro trágico de 2011, quando a Somália sofreu com a fome".

"Para ser claro, podemos evitar uma fome. Estamos prontos apesar do risco e do perigo incríveis, mas precisamos desses enormes fundos agora", completou.

No nordeste da Nigéria, uma revolta de sete anos promovida pela milícia extremista islâmica Boko Haram matou mais de 20 mil pessoas e tirou 2,6 milhões de suas casas.

Uma coordenadora humanitária da ONU disse no mês passado que a desnutrição nesse local é tão aguda que alguns adultos são muito fracos para andar e algumas comunidades perderam todos os seus bebês.

(Com informações da Associated Press e agência Reuters)

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