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A polêmica sobre paternidade e estereótipos que o vídeo das crianças 'invadindo' entrevista ao vivo gerou

O professor Robert Kelly concedeu uma entrevista á BBC que gerou um debate sobre paternidade, estereótipos e preconceito.

11/03/2017 12:26 -03 | Atualizado 12/03/2017 15:29 -03

Uma entrevista ao vivo. Duas crianças. E uma baita confusão.

Foi isso que aconteceu quando o professor Robert Kelly concedeu uma entrevista direto de sua casa á BBC News do Reino Unido na última sexta-feira (10).

Era para ser apenas uma entrevista sobre o impeachment da presidente Park Geun-hye, da Coreia do Sul, mas a seriedade foi quebrada quando Marion, de 4 anos, filha mais velha de Kelly, entrou no escritório de seu pai:

Toda animada, a menina vai dançando até o pai. Ela chega a sentar na cama, enquanto observa a entrevista. O professor tenta afastar a filha como se nada estivesse acontecendo e continua falando com o jornalista quando James, de 8 meses, seu outro filho, também entra:

Em seguida, uma mulher entra no local para retirar as crianças com muita pressa:

O entrevistado então pede desculpas pelo ocorrido, mas nas redes sociais as imagens dividiram opiniões ao redor do mundo.

Os comentários geraram debates sobre paternidade, esterótipos e preconceitos. Isso porque muitos se referiram á mulher de origem asiática que entrou no local para retirar as crianças como a "babá" delas.

Quando, na verdade, ela é a mãe das crianças e esposa do professor.

Ela é Jung-a Kim, ex-professora de ioga.

Segundo a BBC, Ela e Kelly se casaram logo depois que o especialista se mudou para a Coreia do Sul. O casal tem dois filhos: Marion, de 4 anos, e James, de apenas nove meses, que aparecem nas imagens.

O vídeo mostra poucos minutos de uma enorme confusão:

Na tarde desta sexta-feira (10), a mãe do professor Robert Kelly disse em entrevista ao Daily Mail que pode ser uma das "culpadas" pela gafe.

A avó e seu marido, que moram em Cleveland, nos Estados Unidos, disseram usar regulamente o Skype para conversar com o seu filho e os seus netos, que vivem na Coreia do Sul.

"As crianças provavelmente ouviram vozes que vinham do computador e acreditaram que fossemos nós. Foi hilário. Geralmente ele utiliza o Skype no escritório de sua casa, justamente de onde ele concedia a entrevista", disse.

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