MULHERES

Ministério da Saúde lança orientações para frear violência obstétrica na hora do parto

Documento faz contraindicação da manobra Kristeller, em que o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão.

06/03/2017 14:20 -03 | Atualizado 06/03/2017 14:41 -03

Cesar Brustolin/SMCS (arquivo)

O Ministério da Saúde lança nesta semana uma série de recomendações para melhorar a qualidade dos partos no País. São 200 pontos, de acordo com o Estado de São Paulo.

As orientações incluem técnicas para aliviar a dor, como massagens e banhos quentes e são resultado de discussões realizadas em 2015 por integrantes de associações médicas e representantes da sociedade civil.

O documento, chamado Diretriz do Parto Normal também faz a contraindicação da manobra Kristeller, em que o útero da mulher é pressionado para tentar auxiliar a expulsão.

O procedimento não é considerado eficaz por alguns médicos e pode provocar danos para a mulher e para o bebê, como rupturas de costelas e hemorragias. A prática já foi desaconselhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra crítica é ao uso da episiotomia, corte feito na região do períneo. O objetivo é facilitar a expulsão do bebê, mas a técnica que deveria ser usada em situações específicas é feita em quase todas as pacientes em muitos hospitais.

Práticas que vinham sendo usadas incorretamente, como rotina, como a retirada dos pelos pubianos e a lavagem intestinal que precede o parto também estão na lista de procedimentos desaconselhados.

Quanto ao parto domicilar, o documento afirma que mulheres que a prática "não deve ser desencorajada" para mulheres que já tiveram filhos, não apresentam riscos e têm condições de ter acesso a um hospital rapidamente, segundo o Estadão. O Conselho Federal de Medicina é contrário.

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