POLÍTICA

Vice na chapa de Aécio em 2014 vai comandar o Itamaraty de Temer

Aloysio Nunes é acusado de receber R$ 500 mil em propina na Lava Jato.

02/03/2017 16:20 -03 | Atualizado 02/03/2017 16:33 -03
Pedro França/Agência Senado

O presidente Michel Temer escolheu nesta quinta-feira (2) o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), líder do governo no Senado, como novo ministro de Relações Exteriores. O então titular do Itamaraty, José Serra, deixou o cargo por motivo de saúde.

O tucano presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal e era próximo a Serra. Durante o mandato do ex-ministro no governo de São Paulo, Aloysio foi o secretário da Casa Civil.

Em 2014, o senador concorreu a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves contra a ex-presidente Dilma Rousseff e Temer.

Em delação no âmbito da Lava Jato, o empresário Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, afirmou que o tucano teria recebido R$ 500 mil da empresa como doação eleitoral para sua campanha para senador em 2010, sendo R$ 300 mil em doações oficiais e R$ 200 mil via caixa dois.

De acordo com o delator, os valores eram pagamento de propina para obtenção de contratos na Petrobras. Aloysio afirma que todas doações de campanha foram legais e declaradas à Justiça eleitoral.

"Homem público de larga experiência política, seja no Legislativo, seja no Executivo, o Senador Aloysio Nunes Ferreira tem uma longa trajetória de engajamento nas causas da diplomacia brasileira e na agenda internacional do Brasil", afirmou o porta-voz do Palácio do Planalto, Alexandre Parola.

De 1995 a 2007, o senador atuou como deputado federal. Em 1997, saiu do PMDB para se filiar ao PSDB. Interrompeu o mandato de 1999 a 2002, quando foi titular da secretaria-geral da Presidência e do Ministério da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Também era cotado para o cargo o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, porta-voz do governo FHC.

A posse de Aloysio será na próxima terça-feira (7), junto com Osmar Serraglio, novo ministro da Justiça.

Os ministros de Temer que caíram