ENTRETENIMENTO

11 exemplos de que a essência de São Paulo está nas diferenças

Conteúdo patrocinado por O Boticário.

17/02/2017 17:44 -02 | Atualizado 08/03/2017 18:16 -03

São Paulo é muito mais que uma cidade, é um mundo. Muito se fala da enorme influência de japoneses e italianos para a construção da cultura paulistana, mas a coisa não fica por aí. Brasileiros de todos os lugares - e, especialmente, os nordestinos - contribuíram definitivamente para a maior metrópole brasileira. Mas também não é nenhum exagero dizer que há um pouco dos cinco continentes aqui.

Uma exploração simples dar a ideia de quanto os passeios multiculturais. Duvida? Que tal almoçar num restaurante de comida vegana e africana do Congo, ver um filme ou ler um livro no alemão Goethe Institut e terminar a noite com uma festa repleta de refugiados e comida árabe e palestina na região central da cidade?

Cabe um pouco de tudo na mais cosmopolita das cidades brasileiras. E a beleza está justamente nas diferenças. Então, boa exploração.

1. Al Janiah, cozinha árabe que cabe no bolso

Divulgação

Hasan Zarif, 42 anos, é brasileiro, filho de palestinos e o idealizador do restaurante Al Janiah, no centro de São Paulo, especializado em pratos árabes (e palestinos, claro). A equipe toda é palestina, aliás. Em pouco tempo, o lugar virou uma espécie de epicentro dos indies e moderninhos de São Paulo, sempre dispostos a uma boa comida sem gastar muito. Ah, o Al Janiah tem se tornado uma segunda casa para refugiados de várias nacionalidades, com direito à música e apresentações durante a noite.

Onde: Rua Rui Barbosa, 269, Bela Vista

2- Comida vegana e africana no Itaim Bibi

Reprodução

O congolês Pitchou Luambo mora há 6 anos do Brasil e é um dos muitos refugiados africanos na capital. Advogado formado, mas impedido de exercer sua profissão por aqui por questões burocráticas. A ideia de Luambo para tocar a vida foi criar o Congolinária, um restaurante vegano - sem laticínios, ovos, carnes ou qualquer outro ingrediente de origem animal - de comida típica de seu país. Mwamba na couve (couve-manteiga cozina na pasta de amendoim), fufu (polenta típica africana) e Ngombe (nhoque de banana da terra com molho de shimeji) são alguns dos pratos da casa.

Onde: O Quintal de Casa – Rua Dr Renato Paes de Barros, 484, Itaim Bibi

3 - Leste Europeu ou Zona Leste de São Paulo?

@maugodoy/Instagram

Rogério Sventkauskas é neto de lituanos. Daí para passar a organizar a Feira Cultural Leste Europeia, na Vila Zelinda, zona leste de São Paulo, foi um pulo. A ideia de Rogério é resgatar a história dos imigrantes russos , búlgaros, ucranianos, poloneses, letos, estonianos, eslovenos, croatas, húngaros, bielorrussos, tchecos e romenos. A Vila Zelina, na zona leste, tornou-se a porta de entrada de muitos dos imigrantes do todos esses países. Nada mais natural que exista uma variedade de comidas típicas (varêniki, siliótka, pelimeni, bureka, pinene etc). Mas há ainda as bebidas locais, como o kváss e a vodca, sem em grande variedade, para matar a vontade de conhecer o Leste Europeu. As tradicionais bonecas russas, as matrioshkas, estão por toda parte.

Onde: R. Aracati Mirim, 115, Vila Zelina

4 - Kraut

Divulgação

O Kraut tem cara e jeitão de Berlim, mas calhou de nascer na Santa Cecília mesmo. O menu traz sanduíches de quatro tipos de schnitzel (tradicional empanado alemão): carne, porco, frango e também a opção vegetariana. Além de cinco opções de chope para serem tirados na hora e as cervejas engarrafadas, há uma carta de drinques que tem o steinhäger como estrela. Que tal provar o autoexplicativo "7x1", mistura incomum do destilado alemão com a nossa tradicional cachaça?

Onde: Rua Barão de Tatuí, 405, Santa Cecília

5 – O mundo de Amélie Poulain ganha outras telas

Divulgação / FNAC

Poucos filmes franceses foram tão bem recebidos mundo afora quanto "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Primeiro, a crítica deslanchou em elogios. Na sequência, o público transformou a personagem de Audrey Tautou num ícone jovem. Você deve se lembrar: Amélie é um recorte do que pode ser o imaginário de uma menina "perdida" nos encantos da gigantesca Paris. A exposição "Desvendando o Universo de Amélie Poulain" traz de volta as imagens criadas pelo diretor Jean-Pierre Jeunet em 70 novas obras de diferentes artistas.

Quando: Até 28 de fevereiro

Onde: Fnac Paulista, Av. Paulista, 901, Cerqueira César

6 - As delícias do Vietnã

@gmadalosso / Instagram

O aromático pho é o grande astro da culinária vietnamita. Ele é alvo fácil para matar a fome em Nova York, Paris, Londres, Bangcoc, San Francisco, mas estava em falta em São Paulo. Bem, estava. Na Pho.366, você pede seu pho e é convidado a apreciar o prato que lembra o lamen japonês, mas com ingredientes e sabores mais leves. O acompanhamento do prato tradicional vietnamita pode ser carne, frango ou frutos do mar, variando ainda o tamanho das porções. Ótima opção para quem já cansou de temakis, sushis e yakisobas.

Onde: R. Silva Pinto, 366 – Bom Retiro

7 - Volta às origens no Museu da Imigração

Divulgação

Localizado onde funcionava a antiga Hospedaria dos Imigrantes, que acolheu mais de 2,5 milhões de pessoas de 70 nacionalidades até 1978, o Museu da Imigração é um retrato vivo das diferenças culturais na capital. É a celebração da união das mais diversas culturas que decidiram chamar o Brasil e São Paulo de casa. Sobram depoimentos emocionantes dos recém chegados e registros dos mais variados, sempre com a inspiradora ideia de construir uma nova vida. Ah, a entrada é gratuita aos sábados.

Onde: Rua Visconde de Parnaíba, 1316 - Mooca

8 - Coreia com gosto familiar

@komahrestaurante / Instagram

Filho de imigrantes coreanos, o chef Paulo Shin decidiu usar a experiência e a qualidade comprovada na alta cozinha para render homenagem aos antepassados. Com menu do Komah e um espaço sem excessos - o restaurante ocupa o térreo de um antigo sobrado na Barra Funda -, Shin tem chamado a atenção dos especialistas desde que levantou as portas do restaurante há menos de um ano. O kimchi bokumbap (arroz apimentado e salteado com kimchi) e a costela bovina na brasa com molho shoyu e gengibre são as sensações da casa. Para beber, tem o soju, destilado de batata-doce, também típico do país asiático.

Onde: Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 378, Barra Funda

9 - Um pedaço da Alemanha em Pinheiros

Divulgação

O Goethe Institut é um misto de escola, fundação, biblioteca e filmoteca. Sim, é para aqueles que gostam de lugares mais intelectualizados e geeks. É lá onde você também consegue estudar e testar seu alemão. Mas também onde o acesso à cultura germânica se expande e é atualizado dia a dia. Workshops e seminários também fazem parte do "cardápio" da casa mais alemã de São Paulo. No dia 21 de fevereiro, o Goethe realiza o "Vortrag: Karneval in Deutschland". Não entendeu nada? Explico: é uma exposição interativa sobre o carnaval alemão. Mas vale ficar atento ao que a casa tem a oferecer. De tempos em tempos, surge um curso rápido interessante, como "A montanha mágica e o mundo ficcional de Thomas Mann", que ocorreu em dezembro do ano passado.

Onde: Rua Lisboa, 974, Pinheiros

10 - Museu Afro Brasil + Ibirapuera

Divulgação

Com mais de 6 mil peças, de pinturas a gravuras, o Museu Afro Brasil reúne trabalhos de brasileiros e estrangeiros produzidos de cinco séculos para cá. As exposições permanentes com esses itens todos é dividida em 6 núcleos: "África: Diversidade e Permanência", "Trabalho e Escravidão", "As Religiões Afro-Brasileiras", "O Sagrado e o Profano", "História e Memória" e "Artes Plásticas: a Mão Afro Brasileira". Como exposição temporária, o Afro Brasil traz a série fotográfica "Visões de um poema sujo", revisitando a obra do poeta Ferreira Gullar. Zeca Baleiro é um dos que interpretam a São Luís, no Maranhão, criada pelo poeta.

Onde: Parque do Ibirapuera, Portão 10, Avenida Pedro Álvares Cabral

11. Estudar Cabala na Unibes Cultural

Divulgação

O complexo de 5000 m² projetado por Roberto Loeb deu à Unibes Cultural uma roupagem de centro cultural moderno. E ele é. Criado e mantido pela comunidade judaica, o espaço foi desenhado para promover a cultura como forma de inclusão. Não por acaso a casa oferece programação gratuita para todas as idades. Mostras de cinema, exposições, lançamentos de livros, mas também assistência social, bolsas de estudo e oficinas e cursos. Então fique atento porque estão previstas aulas até mesmo da famosa kabbalah, que pegou até a diva pop Madonna.

Onde: Rua Oscar Freire, 2500 - Sumaré