POLÍTICA

Não eram só nudes: Hacker de Marcela dizia ter prova contra Temer

Às vésperas da admissibilidade do impeachment, hacker que invadiu celular de Marcela ameaçou jogar nome de Temer na lama por relação com marqueteiro.

10/02/2017 19:22 -02 | Atualizado 10/02/2017 19:51 -02
Adriano Machado / Reuters

Às vésperas da votação da admissibilidade do impeachment, o hacker que invadiu celular de Marcela ameaçou jogar nome do então vice-presidente Michel Temer na lama por conta de relação com marqueteiro. O processo, ao qual o HuffPost Brasil teve acesso, mostra que, em troca de mensagens com a primeira-dama, o hacker Silvonei de Jesus Souza diz:

reprodução

Pois bem, como achei que esse vídeo joga o nome de vosso marido na lama. Quando você disse que ele tem um marqueteiro que faz a parte baixo nível, pensei em ganhar algum com isso! Tenho uma lista de repórteres que oferece R$ 100 mil pelo material.

Segundo o processo, não há vídeo, mas uma mensagem de voz trocada entre Marcela e o irmão. O documento, entretanto, não traz a descrição do diálogo nem das mensagens enviadas pelo hacker, como os processos costumam ter.

Encaminhou MENSAGEM DE VOZ, entre ela e seu irmão, contendo sobrecoisas corriqueiras da cidade, informando que pretendia "obter algum" e que havia outras pessoas interessadas em obtê-las. Neste ato acontece a primeira extorsão.Trecho do processo

Silvonei de Jesus Souza exigiu R$ 300 mil para não vazar o áudio.

O hacker teve acesso ao armazenamento online de tudo que havia no celular da primeira-dama. Para constrangê-la, ele enviou fotos do presidente com o filho que estavam no iPhone de Marcela.

A investigação foi guiada pelo então secretário de Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, hoje indicado para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal.

O processo ficou sob a guarda da Delegacia Anti-Sequestro. Em São Paulo, entretanto, há uma delegacia específica para cibercrimes.

Na época, o caso foi amplamente divulgado como se a extorsão fosse por causa de fotos íntimas de Marcela.

Procurado pelo HuffPost Brasil, o Planalto ainda não de pronunciou.