MULHERES

Ele foi demitido por post machista, mas diz que tudo não passou de uma 'brincadeira'

Estagiário Gabriel Vaz fez diversos posts machistas no Facebook e empresa o demitiu após repercussão negativa

09/02/2017 10:26 -02 | Atualizado 09/02/2017 11:52 -02

"Procurando alguma Feminista pra ajudar a descarregar... Direitos iguais até chegar a carga de cimento". Esta foi uma das postagens extremamente machistas que custaram o estágio de Gabriel Vaz em uma construtora de Maringá, no Paraná.

O estagiário, que cursa o 4º semestre de engenharia na Faculdade Pitágoras, postava fotos no horário de trabalho com descrições sexistas.

Reprodução/Facebook

Ele só não esperava que a reação fosse tão grande a ponto de chegar nos ouvidos da empresa onde estagiava, a Cantareira Construtora e Imobiliária. Na última quarta-feira (8), a empresa fez um post no Facebook informando que não compactua com a opinião de Vaz.

"Apesar das fotos terem sido feitas em nossos empreendimentos, ressaltamos que não reflete a opinião do grupo, mas particular", informou em nota de esclarecimento. "O Grupo Cantareira despreza qualquer incitação de ódio e preconceito", escreveu, acrescentando que "o estagiário não fazia mais parte da equipe.

A posição da construtora foi elogiada pelos usuários.

Após o caso ganhar ainda mais repercussão nas redes, a construtora fez outro post reforçando a igualdade de gênero dentro da organização.

Pedido de desculpas. E mais mensagens misóginas

Em seu perfil no Facebook, Gabriel tentou se justificar, afirmando que as mensagens sexistas foram "uma brincadeira" entre amigos que pensam como ele. "Em nenhum momento tive a intenção de ofender ninguém, às pessoas que se ofenderam desculpe-me, nunca imaginei que teria a repercussão nacional que teve, e as coisas saíram do controle", escreveu.

Em outro post, ele agradeceu apoio de alguns usuários e voltou a dizer que seus comentários misóginos foram apenas "piadas mal entendidas". "Não quero continuar com essa mídia negativa, pelo menos até ver como vai se desenrolar", explicou. "O apoio de vcs (sic.) é importante sobretudo essa situação perdurar ou agravar. A defesa da verdade continuará!"

Apesar de se desculpar, ele continuou fazendo posts discriminatórios e ganhou apoio de empresas que compartilham o mesmo pensamento.

Para quem não se lembra, a Alezzia, empresa de móveis do Rio de Janeiro, foi bem criticada por manter fotos de mulheres de biquíni segurando móveis de seu portfólio. Apesar da repercussão negativa, a empresa não mudou seu posicionamento.

#PorTodasElas: Elas dizem NÃO ao machismo