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Bolsonaro justifica falta do filho: Estava comprando 'besteira' na Austrália

Bolsonaro: "Vamos em frente que em 2018, eu tô aí".

09/02/2017 16:55 -02 | Atualizado 09/02/2017 16:58 -02

O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) explicou nesta quinta-feira (9) o motivo pela qual 'não vai visitar (o filho) na papuda'. Em um vídeo, publicado no Facebook, ao lado de Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), ele disse que Eduardo estava na Austrália "comprando besteira" e culpou a polêmica a invasão de privacidade.

No último dia 2, Bolsonaro foi flagrado em uma misteriosa troca de mensagem com o filho. "Papel de filha da puta que está fazendo comigo", queixou-se o deputado no dia da eleição da presidência da Câmara. O deputado era candidato, foi derrotado e não recebeu o voto do filho.

"Continue comprando besteira por que eu não vou te visitar na Papuda [prisão no Distrito Federal]. Quando estava nos Estados Unidos, ele disse que ia comprar um fuzil (...) como desabafo, eu falei: 'continue comprando besteira aí que eu não vou te visitar na Papuda. Isso [a foto da toca de mensagem] se chama invasão de privacidade. Eu estava em um diálogo com meu filho. O diálogo empregado aí não compete a ninguém. Sempre que necessário, eu dou um sermão."

Eduardo Bolsonaro acrescentou que o "vacilo" foi dele. "Me confundi. O voto não foi decidido vou ter meu salário justamente descontado. (...) Se faz um carnaval como se eu estivesse correndo risco de ir para a papuda. (...) Toda oportunidade que tiverem para nos denegrir e nos rotular vão usar (...) Estamos fora da Lava Jato ou qualquer delação. Isso não é virtude, é nossa obrigação."

No fim Bolsonaro destaca: " Vamos em frente que em 2018, eu tô aí".

Privacidade

Na publicação no Facebook, Bolsonaro diz que teve a privacidade invadida. Segundo ele, não é brincadiera dizer que somos vigiados 24 horas por dia. "O impressionante é que a grande imprensa contesta gravações de telefonemas de Lula que tinham autorização judicial e tudo legal, já no meu caso nem uma linha para a notória invasão de privacidade sem qualquer respaldo legal", contesta.