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Estas são as mulheres por trás da greve da PM que parou o Espírito Santo

08/02/2017 03:30 -02 | Atualizado 08/02/2017 03:41 -02
Reprodução/Facebook

A polícia militar do Espírito Santo parou e o resultado é o caos na segurança pública, com 75 homicídios em quatro dias. Por trás da paralisação estão mulheres de policiais que que decidiram lutar por um reajuste salarial para a carreira.

Quase que por acaso, na última sexta-feira (3) as mulheres iniciaram um protesto na frente do batalhão que tem impedido o policiamento.

Em um vídeo publicado na página do Movimento das Famílias PMES no Facebook, as mulheres explicam que os maridos não têm reajuste há mais de sete anos.

"O salários dos policiais [do ES] é péssimo, é o pior do Brasil", afirma uma das manifestantes. "Queremos deixar claro que não aceitamos nada antes do aumento salarial de 100%; 50% de três anos sem reajuste e 50% referentes aos sete anos sem aumento. Mesmo assim fica abaixo da média nacional", emenda outra manifestante.

As mulheres também exigem melhores condições de trabalho, com mais segurança quando os policiais deixam o serviço, melhoria na frota de viaturas, adicional noturno, plano de saúde, entre outros.

O piso do salário de um policial no Espírito Santo é de R$ 2.646,12. Segundo a Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo, a média nacional é de R$ 3.980.

O Espírito Santo era o terceiro estado com mais homicídios no País em 2000. Houve uma redução até 2014, e o estado foi para o 5º lugar. Vitória, a capital do Estado, foi uma das cidades do País em que a taxa de homicídio mais caiu, reduziu 30% de 2004 a 2014.

A estratégia foi aplaudida.

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Mas também recebeu muitas críticas.


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