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Trump ameaça universidade após ato contra jornalista conservador

Milo Yiannopoulos foi impedido de falar na Universidade de Berkeley.

04/02/2017 01:16 -02 | Atualizado 04/02/2017 02:11 -02
Divulgação/Facebook
Trump ameaça cortar federais da Universidade de Berkeley, na Califórnia, após ato contra Milo Yiannopoulos

O jornalista Milo Yiannopoulos, representante da chamada "direita alternativa" dos Estados Unidos, foi impedido de fazer uma palestra na Universidade de Berkeley, na Califórnia.

Defensor do presidente Donald Trump, o editor do site Breitbart é gay e judeu e conhecido por suas posições conservadoras.

Na última quarta-feira (1º), cerca de 1.500 universitários protestaram contra a ida de Milo à instituição. Entre eles, aproximadamente 150 mascarados atearam fogo no campus, atacaram interessados na palestra e quebraram vidros do prédio onde o jornalista faria.

O evento foi organizado por estudantes republicanos.

No dia seguinte, Donald Trump disse pelo Twitter que a Universidade de Berkeley pode ser punida pela violência no campus:

"Se Berkeley não permite a liberdade de expressão e pratica violência contra pessoas inocentes com ponto de vista diferente, não vai ter fundos federais?", ameaçou.

De acordo com o Slate, Berkeley recebe US$ 370 milhões anuais de verbas federais para financiar pesquisas.

A direção da universidade, por sua vez, condenou o ato violento contra Milo e afirmou que participou ativamente do planejamento da palestra do jornalista, garantindo os recursos apropriados para a segurança do evento.

"Os diretores do campus lamentam que ameaças e ações ilegais de apenas alguns interferiram no exercício dos direitos da Primeira Emenda no campus, que tem orgulho de sua História e legado como casa do Movimento pela Liberdade de Expressão", afirmou o site da universidade.

Censurado no Twitter

Milo Yiannopoulos criou o Dangerous Faggot Tour (Turnê do Viado Perigoso, em tradução livre) para percorrer universidades dos EUA contra o que chama de doutrinação de esquerda.

O editor é crítico ferrenho da terceira onda do feminismo e da "cultura do politicamente correto".

Ele já foi censurado também pelo Twitter, que o bloqueou em julho do ano passado.

Na época, a rede social considerou que ele havia estimulado a enxurrada de postagens contra Leslie Jones, a atriz de Caça-Fantasmas. Milo contava com 338.000 seguidores.

Ela foi alvo de diversos tweets racistas na semana seguinte à estreia do filme nos EUA.

"Esse é o fim do Twitter", disse o jornalista, assim que foi banido. "Qualquer um que se importe com liberdade de expressão recebeu uma mensagem clara: você não é bem-vindo no Twitter."

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