POLÍTICA

A solidariedade e o ódio na morte da Dona Marisa

Caciques da política prestaram condolências ao ex-presidente Lula.

03/02/2017 13:27 -02 | Atualizado 03/02/2017 15:12 -02
Ricardo Stuckert

Foram basicamente duas as reações à morte cerebral da ex-primeira dama Maria Letícia Lula da Silva, 66 anos: solidariedade e ódio.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu visitas de correligionários e de adversários políticos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao mesmo tempo em que a sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, amanheceu pichada com a palavra "assassinos". Tanto a Dona Marisa quanto o ex-presidente são citados na Lava Jato.

Na morte da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, Lula foi ao velório prestar condolências ao tucano.

Encontro político

Apesar do cenário de tristeza, o Hospital Sírio Libanês foi palco de reencontro de caciques da política brasileira que articulam em polos opostos. Além de FHC, o presidente Michel Temer esteve no hospital acompanhado de uma comitiva de peemedebistas, como o recém-eleito presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Handout . / Reuters

Segundo o Blog do Josias, Lula deu conselhos a Temer, como não fazer reforma da previdência em momento de recessão, e se mostrou aberto a estabelecer diálogo. "Michel, quando quiser conversar comigo, me chame. Não posso é ficar me oferecendo." E Temer: "Ah, com essa abertura, vou chamar muitas vezes", disse, segundo relato de um dos presentes no encontro ao blog.

Morte cerebral

Na tarde desta sexta-feira (3), o Sírio Libanês anunciou que foi feita primeira etapa do protocolo de morte encefálica. A morte cerebral foi divulgada na manhã de quinta-feira (2). Marisa Letícia foi internada no último dia 24, após um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico.