POLÍTICA

Nova fase da Lava Jato mira operador de Sérgio Cabral

Nova fase da Operação Calicute decretou prisão preventiva de 'Arizinho'

02/02/2017 08:33 -02 | Atualizado 02/02/2017 09:32 -02
Enrique Marcarian / Reuters

A Polícia Federal e a Procuradoria da República do Rio de Janeiro decretaram a prisão preventiva de Ari Ferreira da Costa Filho, conhecido como "Arizinho". Ele é acusado de intermediar a lavagem de dinheiro e os pagamentos de propina do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

A prisão preventiva foi deflagrada na nova fase da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato. Além da prisão, a operação cumpre mais 10 mandados de busca e apreensão em imóveis e de pessoas ligadas a ele.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, Arizinho começou a trabalhar com Cabral na década de 80 e, após passar por várias secretarias do governo do Rio, se tornou assessor especial de Cabral, que governou o Rio entre 2007 e 2014.

Além de intermediar lavagem de dinheiro, Arizinho também era conhecido como "Ary Fichinha" porque, segundo o jornal O Globo, distribuía senhas para empresários que buscavam vantagens com o ex-governador do Rio, entre elas, perdão de multas por sonegação do ICMS.

O ex-governador está preso em Bangu sob a acusação de ter arrecadado milhões em propinas de obras de grandes empreiteiras.

A primeira etapa da Calicute foi deflagrada em novembro, com a prisão de Cabral. Outro desdobramento da Lava Jato, a operação Eficiência, resultou na prisão do empresário Eike Batista e de seu sócio, Flávio Godinho, e de outros operadores do ex-governador do Rio.

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