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Eike Batista é preso pela PF ao desembarcar no Rio de Janeiro

30/01/2017 10:39 -02 | Atualizado 31/01/2017 18:21 -02
Ricardo Moraes / Reuters
Brazilian tycoon Eike Batista arrives for his court hearing in Rio de Janeiro November 18, 2014. Batista, once one of the Brazil's richest men, is defending accusations of insider trading and stock market manipulation, according to local media. REUTERS/Ricardo Moraes (BRAZIL - Tags: BUSINESS CRIME LAW)

O empresário Eike Batista foi preso pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim nesta segunda-feira (30), por volta das 10h da manhã. Segundo a Globo News, agora ele passa por exames no IML (Instituto Médico Legal) do Rio.

Eike foi considerado foragido desde quinta-feira passada, quando o PF decretou prisão preventiva mas ele havia viajado para Nova York.

O proprietário do grupo EBX é suspeito de lavagem de dinheiro em um esquema de corrupção que também atinge o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso.

O empresário e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Os três também são suspeitos de terem obstruído as investigações.

Eike, 60 anos, foi considerado o homem mais rico do Brasil e, em 2012, o sétimo mais rico do mundo pela revista Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 30 bilhões.

As empresas do grupo EBX atuam na área de mineração, petróleo, gás, logística, energia e indústria naval. Em 2013, entretanto, os negócios entraram em crise e Eike começou a deixar o controle de suas companhias e vender seu patrimônio.

O nome de Eike Batista apareceu na semana passada no âmbito da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute, fase da Lava Jato, sobre propinas pagas por grandes empreiteiras a partidos e políticos para obter contratos da Petrobras.

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