NOTÍCIAS

Eike Batista nega estar negociando condições para se entregar à PF

29/01/2017 13:15 -02 | Atualizado 31/01/2017 18:21 -02
Ricardo Moraes / Reuters
Brazilian tycoon Eike Batista (R) attends his court hearing next to his lawyer during testimonies in Rio de Janeiro November 18, 2014. Batista, once one of the Brazil's richest men, is defending accusations of insider trading and stock market manipulation, according to local media. REUTERS/Ricardo Moraes (BRAZIL - Tags: BUSINESS CRIME LAW)

A defesa de Eike Batista negou, em nota, que ele esteja negociando condições para se entregar à Justiça. “Desde o momento em que lhe foi comunicada a decretação de sua prisão preventiva, realizou todos os esforços para retornar, no mais breve tempo possível, ao país”, afirma a nota.

Eike foi alvo de pedido de prisão preventiva nesta quinta (26). O mandado foi expedido no contexto da Operação Eficiência, segunda fase da Lava Jato no Rio de Janeiro que investiga pagamentos de propina durante a gestão do peemedebista Sergio Cabral, governador entre 2007 e 2014.

Segundo a defesa de Eike, o ex-bilionário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio e que vai se apresentar o mais rápido possível. Na noite desta sexta (27), a Polícia Federal, passou a considerá-lo foragido internacional e pediu sua inclusão na lista da Interpol.

Leia, abaixo, a declaração na íntegra:

“Em face do que tem sido veiculado na imprensa, no sentido de que Eike Batista estaria “negociando” as condições em que se apresentaria à Justiça, vimos esclarecer que:

o Sr. Eike Batista em nenhum momento realizou manobra para eximir-se de suas obrigações com a Justiça;ele se encontra no exterior, desde antes da decretação de sua prisão preventiva, por razões de trabalho;desde o momento em que lhe foi comunicada a decretação de sua prisão preventiva, realizou todos os esforços para retornar, no mais breve tempo possível, ao país;jamais submeteu sua apresentação à Justiça a qualquer tipo de condição, o que seria juridicamente incabível e não se coaduna com suas convicções éticas nem corresponde à sua conduta de, sempre que necessário, e como já tantas vezes, colaborar com a Justiça.”

LEIA MAIS:

- Sete magnatas brasileiros alvos da Lava Jato

- Polícia Federal investiga ida de Eike a Nova York na véspera de prisão