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EUA impede primeiro embarque de refugiados após Trump assinar decreto sobre imigrantes

28/01/2017 15:55 -02 | Atualizado 31/01/2017 18:21 -02
Bloomberg via Getty Images
U.S. President Donald Trump pauses after signing executive orders in the Hall of Heroes at the Department of Defense in Arlington, Virginia, U.S. on Friday, Jan. 27, 2017. Trump signed an executive action on Friday to establish new vetting procedures for some people seeking to enter the U.S., saying the measure would prevent terrorists from being admitted into the country. Photographer: Olivier Douliery/Pool via Bloomberg

Cinco passageiros iraquianos e um iemenita foram impedidos de embarcar em um voo da empresa aérea EgyptAir, que vinha do Cairo para Nova York neste sábado (28).

Esse é o primeiro caso de imigrantes barrados em aeroportos, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou a suspensão da entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana em território norte-americano.

Os passageiros barrados tinham visto para entrar nos EUA.

O presidente Donald Trump, além de suspender por meio de ordens executivas, nesta sexta-feira (27), a imigração de pessoas vindas de sete países com população predominantemente muçulmana, também determinou também o fechamento das fronteiras do país para a entrada de refugiados por 120 dias. O fechamento não estabelece prazo para o ingresso de refugiados que fogem dos conflitos na Síria. Nesse caso, a entrada em território norte-americano foi suspensa indefinidamente.

ONU

A agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgaram nota solicitando ao presidente Trump que continue a oferecer asilo a pessoas que fogem da guerra e da perseguição, afirmando que o programa de reassentamento dos EUA é vital.

"As necessidades dos refugiados e migrantes em todo o mundo nunca foram maiores e o programa de reassentamento dos EUA é um dos mais importantes do mundo", disseram as agências de Genebra, em comunicado conjunto.

As organizações disseram ainda que a aceitação dos refugiados pelos Estados Unidos oferecia um duplo benefício: "primeiro, resgatando algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo e, segundo, capacitando-as para enriquecer suas novas sociedades".

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