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Eike Batista é alvo da Operação Lava Jato, acusado de pagar propina no governo Sérgio Cabral no Rio

26/01/2017 07:44 -02 | Atualizado 26/01/2017 07:44 -02
Mario Anzuoni / Reuters
Eike Batista, Chairman and CEO of EBX Group speaks at a dinner panel discussion at the Milken Institute Global Conference in Beverly Hills, California April 30, 2012. REUTERS/Mario Anzuoni (UNITED STATES - Tags: BUSINESS PROFILE)

Ele já foi o homem mais rico do Brasil. Um gigante do setor de petróleo, gás, mineração e energia. E agora está prestes a ser preso pela Operação Lava Jato.

Eike Batista é alvo de um dos 6 mandados de prisão preventiva da Polícia Federal, que deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Eficiência, a segunda etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

Também são cumpridos 4 mandados de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão.

O dono do grupo EBX ainda não foi preso porque não foi encontrado pelos policiais federais em casa.

Segundo o G1, Eike pode ser considerado foragido. Mas a defesa dele disse que o executivo deve se entregar à PF assim que retornar de viagem.

O empresário é acusado de pagar propina durante o governo de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro.

Cabral foi preso em novembro passado com base na delação premiada no empresário Fernando Cavendish. A operação que o prendeu desvendou um esquema de desvio de verbas federais em obras realizadas pelo governo estadual — o que gerou um prejuízo superior a R$ 220 milhões.

Agora, a PF descobriu lavagem de dinheiro com ocultação de US$ 100 milhões no exterior. Esse dinheiro seria recolhido das empresas que tocavam obras públicas no Rio sob Cabral.

Só Eike teria pago US$ 16,5 milhões em propina a Cabral mediante um contrato falso.

Um dos operadores do esquema é Flávio Godinho, vice-presidente de Futebol do Flamengo, que já foi preso nesta quinta.

O Rio de Janeiro enfrenta hoje uma das piores crises econômicas da História.

(Com Agência Brasil)

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