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Grafiteiros e urbanistas criticam guerra de João Doria ao grafite

23/01/2017 14:37 -02 | Atualizado 23/01/2017 14:37 -02
Divulgação/Facebook

Artistas e urbanistas estão engrossando as críticas à ação do prefeito de São Paulo, João Doria, contra o grafite.

O grafiteiro Enivo acredita que há uma contradição na conduta de Doria: "[Ele] anunciou uma guerra contra a pichação, mas apagou os grafites", disse ao jornal Folha de S.Paulo.

Para a pesquisadora de arte urbana Lilian Amaral, é necessário maior diálogo da prefeitura com os artistas de rua. "Temos de entender a arte urbana como patrimônio. É um equívoco apagá-la", afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo.

Neste fim de semana, a Avenida 23 de Maio recebeu uma mão de tinta cinza para apagar boa parte de seus grafites.

De acordo com a prefeitura, só 8 painéis vão ser preservados na via.

Em entrevista ao Estadão, Doria afirmou que é favorável à arte urbana, mas ponderou que é necessário "ter disciplina".

Não pode a cidade inteira estar grafitada. Até porque estabelece uma conexão com aqueles que julgam o que fazem como arte. E não é. Pichador não é artista. É agressor.

Os procedimentos contra o grafite e a pichação integram o programa Cidade Linda, instituído por Doria para a zeladoria de São Paulo.

"Minha obrigação é cuidar da cidade", destacou. "Não há nada que mude minha decisão de ser um grande zelador."

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