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Horas após a posse, Trump assina ato para enfraquecer Obamacare

21/01/2017 10:40 -02 | Atualizado 21/01/2017 10:40 -02
Alex Wong via Getty Images
WASHINGTON, DC - JANUARY 20: President Donald Trump delivers his inaugural address on the West Front of the U.S. Capitol on January 20, 2017 in Washington, DC. In today's inauguration ceremony Donald J. Trump becomes the 45th president of the United States. (Photo by Alex Wong/Getty Images)

Um dos primeiros atos de Donald Trump após tomar posse como presidente dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (20) foi assinar uma ordem para que a agência que supervisiona o Obamacare interpreta alguns regulamentos de forma que pode prejudicar o programa de saúde.

No Congresso, os republicanos discutem quando e como revogar o Ato de Cuidados Acessíveis e que tipo de sistema de saúde virá no lugar.

"Embora esta ordem executiva não faça diretamente quaisquer alterações ao Ato de Cuidados Acessíveis, ele orienta as agências federais para começar a enfraquecer a lei da saúde em várias maneiras sem esperar pelo Congresso", afirmou Larry Levitt, vice-presidente sênior da Henry J. Kaiser Family Foundation, ao The Huffington Post.

Durante a campanha eleitoral, Trump afirmou que seu governo se empenharia desde o primeiro dia em eliminar o Obamacare.

"É um desastre completo", repetiu durante a disputa. Na avaliação dele, o sistema é oneroso e tem muitas regulações.

Aprovado em 2010 como resultado de um complexo processo de negociação conduzido pelo então presidente Barack Obama, o objetivo do Obamacare é garantir um seguro de saúde para milhões de americanos. O programa atende a cerca de 20 milhões de americanos.

A ordem executiva do Trump permite a flexibilização das regras, de forma a dificultar o acesso ou permitir que os estados exigam que os beneficiários do Medicaid paguem novas taxas.

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