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Super-nacionalista, primeiro discurso do novo presidente dos EUA, Donald Trump, quer unir os norte-americanos

20/01/2017 15:52 -02 | Atualizado 20/01/2017 15:52 -02
Bloomberg via Getty Images
U.S. President Donald Trump speaks during the 58th presidential inauguration in Washington, D.C., U.S., on Friday, Jan. 20, 2017. Donald Trump will become the 45th president of the United States today, in a celebration of American unity for a country that is anything but unified. Photographer: Andrew Harrer/Bloomberg via Getty Images

América em primeiro lugar e sob o comando dos cidadãos norte-americanos. Esta foi a tônica do primeiro discurso do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Depois de fazer o juramento, no qual se comprometeu a proteger e defender a Constituição, o presidente garantiu que fará um grande esforço para reconstruir o país e pediu união dos cidadãos.

“Quando você abre seu coração para o patriotismo, não há espaço para o preconceito. (…) Nosso país vai prosperar de novo, vocês não serão mais ignorados. (…) Vamos fazer a América grande de novo.”

Sem criticar diretamente o antecessor Barack Obama, Trump enfatizou que começa agora uma nova história do país, na qual os homens e mulheres esquecidos não serão mais deixados para trás, com o povo no governo "de novo", com promessa de retomada dos empregos e qualidade de vida.

“A mudança começa aqui e agora, este momento pertence a vocês”, disse Trump. “O que realmente importa não é qual parte controla o governo, mas que o governo seja controlado pelas pessoas. (…) Esta data vai ser lembrada como o dia emque o povo se tornou os líderes desta nação”, emendou.

Para ele, inicia-se um movimento no qual a convicção crucial é que a nação existe para servir aos seus cidadão. “A América que rendeu ao crime, drogas, gangues, que roubou tantas vidas, ficou para trás.” Segundo ele, outros países ficaram ricos e geraram empregos as custas dos Estados Unidos.

“A riqueza da classe média foi redistribuída pelo mundo. Mas isso é passado. Agora estamos olhando apenas para o futuro. De hoje em diante, uma nova visão irá governar o nosso país: América sempre em primeiro lugar”, pontuou.

Todas as decisões sobre impostos, imigrações, relações internacionais serão tomadas pelo bem dos norte-americanos, garantiu o presidente. Ele prometeu um governo com proteção às fronteiras, combate ao terrorismo - com erradicação do extremistas islâmicos -, bem estar social e criação de empregos.

No Twitter, Trump reforçou: "Vamos seguir duas regras simples: Compre (produtos) americanos, contrate americanos".

Protestos

Enquanto Trump discursava, protestos estouravam em vários bairros de Washington. Carros, prédios e empreendimentos, como Starbucks, foram alvos de vandalismo.

Os policiais reagiram com spray de pimenta para dispersar os protestos. A capital norte-americana também foi palco de manifestações pacíficas.

Figura controversa

Donald John Trump tem 70 anos e se tornou uma celebridade nos Estados Unidos por causa do jeito com qual comandou seu império. Bilionário, ele assumiu um tom de gestor e super protecionista na campanha.

Embora tenha vencido a eleição, ele é o presidente com menor taxa de popularidade. A aprovação é de menos da metade dos norte-americanos, fixada em 40%. Quando o antecessor, Barack Obama, assumiu, tinha 84%.

Derrotada na disputa presidencial, Hillary Clinton compareceu à posse e disse, no Twitter, acreditar no futuro do país.

Na despedida, Obama agradeceu aos cidadãos. Também na rede social, disse que foi uma honra servir aos Estados Unidos e que os cidadãos fizeram dele uma pessoa e um líder melhor.

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