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Mulheres norte-americanas mostram neste sábado para Trump quem manda nelas

20/01/2017 21:24 -02 | Atualizado 20/01/2017 21:24 -02
Spencer Platt via Getty Images
WASHINGTON, DC - JANUARY 20: Anti-Trump protesters demonstrate near the National Mall following the inauguration of President Donald Trump on January 20, 2017 in Washington, DC. Washington and the entire world have watched the transfer of the United States presidency from Barack Obama to Donald Trump, the 45th president. (Photo by Spencer Platt/Getty Images)

Mulheres não só norte-americanas como de todo o mundo saem neste sábado (21) às ruas para protestar contra o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e a favor de seus direitos. O novo presidente norte-americano se tornou um símbolo de embate contra os direitos das mulheres e LGBT.

Contra a possibilidade de uma política de restrição de direitos, mais de 200 mil mulheres são esperadas em Washington. A Women’s March on Washington (Marcha das Mulheres em Washington), que convida as mulheres para participar do evento afirma que a ideia é enfatizar que os direitos das mulheres são direitos humanos.

“Nós acreditamos que justiça de gênero é justiça racial, justiça econômica. Nós queremos criar uma sociedade na qual as mulheres - em participar as mulheres negras, mulheres nativas, mulheres pobres, mulheres imigrantes, mulheres muçulmanas, transexuais - são livres e capazes de sustentar suas famílias, independentemente de como seja formadas, de um jeito seguro em um ambiente saudável e livre de impedimentos estruturais”, diz trecho do documento da marcha.

Estão confirmadas a presença de celebridades como as cantoras Cher e Katy Perry, além das atrizes Scarlett Johasson, Julianne Moore e Amy Schumer.

Mulheres ao redor do mundo também aderiram a campanha. Na sexta-feira, em São Paulo, um grupo de feministas também protestou contra o presidente norte-americano. Para este sábado, há mais de 600 eventos marcados em 60 países dos seis continentes.

Protesto em São Paulo

Em um comunicado, a organização mundial da marcha afirma que as mulheres estão sub-representadas e que o protesto luta por uma representação justa das mulheres regionalmente, nacionalmente e internacionalmente.

Histórico polêmico

Entre o histórico do presidente de ataque as minorias, está o fato de, horas depois de ter assumido o comando do país, ter deletado do site do governo americano as as seções de direitos civis, LGBT e mudanças climáticas. A campanha presidencial ficou marcada por declarações polêmicas e preconceituosas contra homossexuais, imigrantes e mulheres.

Em um vídeo de 2005 que viralizou na campanha, Trump diz que se pode “fazer qualquer coisa com as mulheres quando se é famoso”.

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