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Martin Luther King III diz que encontro com Trump foi 'muito construtivo'

19/01/2017 20:48 -02 | Atualizado 19/01/2017 20:48 -02

martin luther trump

Foto: Dominick Reuter via Getty Images

Martin Luther King III teve um encontro reservado com o presidente eleito Donald Trump nesta semana.

Filho do ícone dos direitos civis Martin Luther King Jr., ele disse a repórteres no saguão do edifício Trump Tower, depois do encontro, que ele e Trump conversaram principalmente sobre a importância do direito ao voto.

“Tivemos uma reunião muito construtiva”, disse King aos jornalistas da MSNBC.

O encontro, que aconteceu no Dia de Martin Luther King, se deu depois dos comentários muito divulgados de Trump sobre o deputado John Lewis, no fim de semana. Depois de Lewis ter declarado que Trump “não é um presidente legítimo”, o presidente eleito tuitou declarações depreciativas sobre o histórico político de Lewis, dizendo que ele “fala muito e não faz nada”.

Martin Luther King III evitou responder às perguntas dos jornalistas sobre a polêmica, dizendo apenas que “muitas coisas acabam sendo ditas pelos dois lados”.

Em vez disso, King focou a discussão sobre a necessidade de uma reforma do voto.

“O direito seminal do movimento moderno pelos direitos civis foi o direito de voto. Meu pai lutou tanto por esse direito, e John Lewis e muitos outros, também. Está muito claro que o sistema não está funcionando de maneira ótima.”

King disse que discutiu com Trump uma solução possível, que seria fornecer aos eleitores um documento especial de identidade concedido pelo governo.

O documento nacional de voto facilitaria para os eleitores irem votar nos estados que têm leis mais rígidas voltadas a impedir a fraude eleitoral, mas que acabam prejudicando de maneira desproporcional a população de cor e de renda mais baixa.

“Trump disse que vai representar todos os americanos”, acrescentou King. “Ele disse isso várias vezes. Acho que vamos continuar a avaliar isso. Acho que a nação apoia essa sua intenção, que creio ser sua intenção, mas também penso que precisamos exercer pressão constante.”

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