NOTÍCIAS

Temer promete mudar aposentadoria de militares, mas quer aumentar salário deles

17/01/2017 10:18 -02 | Atualizado 17/01/2017 10:18 -02
Adriano Machado / Reuters
Brazil's President Michel Temer attends a ceremony at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil December 13, 2016. REUTERS/Adriano Machado

Fora da Reforma da Previdência, os militares podem ter também novos limites de aposentadoria. O governo federal analisa adotar um teto para o benefício da categoria, além de outras medidas restritivas. A proposta seria enviada ao Congresso ainda neste semestre.

"O governo está estudando uma fórmula também restritiva para os militares", afirmou o presidente Michel Temer, em entrevista à agência de notícias Reuters. "Isso está sendo estudado, pode ter um teto para aposentadoria. Já idade mínima não sei ainda, os técnicos estão estudando", completou.

O peemedebista vinculou, contudo, as mudanças à uma "readequação salarial" pedida pelas Forças Armadas.

"O governo vai mandar muito proximamente também uma reforma da Previdência para os militares em geral, até porque eles pretendem muito uma readequação salarial para as carreiras", disse.

O presidente destacou que há generais no final da carreira com salários entre 18 mil e 20 mil reais. O teto pago a ministros, parlamentares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é R$ 35.

Ao enviar a reforma da Previdência, em dezembro, o Palácio do Planalto argumentou que as Forças Armadas ficariam de fora porque está previsto na Constituição que eles tenham um regime especial.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou, na época, que até o início de fevereiro será encaminhado ao Planalto uma proposta de lei com a "contribuição dos militares ao ajuste fiscal". De acordo com ele, o tempo mínimo de serviço para que o militar vá para a reserva pode subir de 30 para 35 anos, com período de transição.

As aposentadorias militares representam 44,8% déficit da Previdência dos servidores da União e um terço dos funcionários públicos federais. O déficit chegou a R$ 32,5 bilhões em 2015. Já a contribuição da categoria é de 7,5%, enquanto as dos civis é de 11%.

LEIA TAMBÉM

- Reforma da Previdência: Por que a mulher deve se aposentar mais cedo que o homem

- Reforma da Previdência deixará 'muitos em condições de desamparo', diz professor

- 'Tem que sacrificar todos', diz professor sobre aposentadoria diferenciada para políticos