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12/01/2017 16:01 -02

Esta jornalista disse que índio de verdade deve morrer 'de malária, de tétano, do parto'

Reprodução/YouTube

A jornalista Fabélia Oliveira afirmou durante o programa "Sucesso do Campo" que índio "de verdade" tem que morrer "de malária, de tétano e do parto".

O comentário foi feito enquanto a repórter repreendia o samba-enredo da escola carioca Imperatriz Leopoldinense intitulado "Xingu, O Calor que Vem da Floresta", que critica o agronegócio. "Que conhecimento que eles têm para falar do homem do campo? Para falar do índio, para falar da floresta, pra dizer que está certo ou errado, pra dizer que alguém pede socorro?", afirmou.

Em seguida, ela faz uma série de declarações de intolerância aos índios. A jornalista diz que o índio não deveria ter acesso à tecnologia, eletrodomésticos e remédios porque isso atrapalharia o "controle natural".

"Índio que quer preservar sua cultura não pode ter acesso à tecnologia que nós temos. Não pode comer de geladeira, tomar banho de chuveiro e tomar remédios químicos porque há um controle populacional natural -- ele vai ter que morrer de malária, de tétano, do parto. É, a natureza."

Ela continua dizendo que os índios devem tratar as doenças com o "cacique, com o pajé".

Em outro momento do programa, a jornalista acusa os índios de exploração. "Eu já passei em aldeias indígenas onde tivemos que pagar o maior pedágio, que era cinco vezes superior ao tradicional, com estradas horríveis. E ai está lá o índio de Ray-Ban espelhado -- não era falsificado não --, aparelho nos dentes, antena parabólica e caminhonete Hilux. Isso não é preservar, isso não é heroísmo."

Ela termina o programa dizendo que o herói é o produtor, "que trabalha sol a sol, dia a dia, pra alimentar toda uma nação."

O programa foi ao ar no último domingo (8) e causou indignação nas redes sociais.

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