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Trump não desiste dos interesses de suas empresas e abre a porta para anos de conflitos éticos

11/01/2017 15:58 -02 | Atualizado 11/01/2017 15:58 -02
DON EMMERT via Getty Images
US President-elect Donald Trump answers journalists questions during a press conference on January 11, 2017 in New York. Donald Trump is holding his first news conference in nearly six months Wednesday, amid explosive allegations over his ties to Russia, a little more than a week before his inauguration. / AFP / DON EMMERT (Photo credit should read DON EMMERT/AFP/Getty Images)

Em sua primeira entrevista coletiva depois de ter sido eleito presidente dos Estados Unidos, o empresário Donald Trump anunciou que entregará o comando de suas empresas para os seus filhos Donald Trump Jr e Eric Trump. O empresário, porém, não desinvestirá.

“Eles vão administrar de maneira muito profissional e não vão discutir o assunto comigo”, afirmou Trump, acompanhado de advogados.

As empresas de Trump também não assinarão novos contratos internacionais na gestão de Trump à frente dos Estados Unidos. Trump tem uma fortuna avaliada em R$ 12 bilhões, segundo a revista Forbes.

Norm Eise, uma das principais conselheiras de ética do presidente Barack Obama, havia feito um desafio antes da coletiva. Segundo ela, se ele abrisse mão de todo império, ele estaria sendo ético.

Trump, porém, vai manter a participação financeira nos negócios. O que significa que ele estará sujeito a certas leis e disposições constitucionais visando conflitos financeiros de interesse do presidente dos Estados Unidos.

“Não se deve esperar que Trump destrua a empresa que construiu”, afirmou a advogada Sheri Dillon.

Rússia

Na coletiva, Trump afirmou ainda que vê como vantagem a possível empatia que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tem por ele.

“Se Putin gosta de Donald Trump, vejam só pessoal, isso é uma vantagem, não uma desvantagem”, disse.

A suspeita de Trump é que documentos de origem não confirmada que o comprometem tenham sido elaborados pela inteligência russa. Segundo ele, as denúncias são “infundadas” e foram feitas por "pessoas doentes".

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