NOTÍCIAS
06/01/2017 13:56 -02

Sobrevivente da tragédia, Neto se apresenta à Chapecoense

O zagueiro Neto, sobrevivente da tragédia da Chapecoense, voltou ao clube na cidade catarinense nesta sexta-feira (6). Apenas 6 pessoas sobreviveram ao acidente que matou 71 em Medellín, na Colômbia, no fim de novembro passado.

O jogador vai fazer fisioterapia no local, com os fisioterapeutas Guilherme Dias Carli, Marcos Antonio Bilibio e Diego Faudeuille.

Pelo Instagram, a Chape postou a imagem de Neto compartilhando um pouco da sua experiência com os novos jogadores que agora defendem o time:

"Uma foto vale mais que mil palavras... Nosso guerreiro Neto compartilhando experiência com os atletas da base que acabaram de subir para o profissional."

#VamosChape

O zagueiro se apresentou com os novos jogadores do time, muito interessados em ouvir o veterano.

Antes de ser resgatado, Neto ficou 8 horas sob os destroços da aeronave.

No dia 16 de dezembro, ele voltou à cidade natal aos gritos de "o campeão voltou".

Agora só goleiro Jackson Follmann continua no hospital. Ele passa bem após ser submetido a cirurgia no joelho esquerdo na segunda-feira (2) na unidade hospitalar da Unimed Chapecó.

Causas do cidente

A Aeronáutica Civil colombiana apontou quatro causas para a queda do avião da LaMia — nenhuma em nível técnico.

A principal foi a falta de combustível, considerada um erro cometido pelo piloto.

Ele não reabasteceu o avião, deixando-o sem combustível para o caso de emergências.

Além da chamada "pane seca", havia sobrepeso na aeronave — quase 400 quilos a mais da capacidade máxima.

Certificações incorretas de altura do voo, aprovadas pela companhia aérea, também foram detectadas.

Autoridades aéreas arrolaram entre os responsáveis pelo acidente o piloto Miguel Quiroga, que também era um dos donos, a empresa LaMia e também a Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea da Bolívia, país que sedia a companhia e aprovou plano de voo irregular.

LEIA MAIS:

- Avião que levava Chapecoense à Colômbia viajou outras 4 vezes com combustível no limite

- 'Não houve gritaria. Foi um silêncio estarrecedor', conta sobrevivente de voo da Chape

Despedida da Chapecoense