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Plano da China pode reverter mortes em massa de elefantes

02/01/2017 11:28 -02 | Atualizado 02/01/2017 11:28 -02
joSon via Getty Images
African elephant (Loxodanta africana) The Serengeti National Park is a Tanzanian national park in the Serengeti ecosystem in Mara Region. It is famous for its annual migration of over 1.5 million white bearded wildebeest and 250,000 zebra and for its numerous Nile crocodile

A China anunciou um plano que pode reverter as mortes em massa de elefantes africanos, animais ameaçados de extinção há anos. O país irá proibir a comercialização do marfim até o final de 2017.

A decisão segue pressões de grupos nacionais e internacionais que exigem regras mais duras contra o comércio do marfim, com o objetivo de proteger a espécie.

O anúncio representou um alívio para ambientalistas, uma vez que a China tem atualmente o maior comércio de marfim do mundo.

"O plano anunciado pela China é de extrema importância para a preservação da espécie. O comércio de larga escala de marfim agora se depara com um futuro brilhante para os elefantes selvagens", disse o presidente e CEO do WWF, Carter Roberts, à CNN. "Com a proibição do comércio doméstico do marfim nos Estados Unidos no começo de 2016, dois dos maiores mercados de marfim do mundo estão perdendo forças."

Antes da colonização europeia, cientistas estimam que o continente africano tinha mais de 20 milhões de elefantes. Em 1979, o número caiu para 1,3 milhão e, entre 2007 e 2014, a população de elefantes despencou cerca de 30%.

Atualmente, o continente contabiliza apenas 352.271 elefantes-da-savana (Loxodonta africana). Mantendo o ritmo atual de declínio -- de 8% ao ano -- restarão apenas 170 mil elefantes em 2025, o que torna a extinção local praticamente certa.

Nos últimos 10 anos, mais de 100 mil elefantes foram mortos na África apenas para abastecer o mercado de marfim na China. De tão valioso, alguns investidores chineses chamam o marfim de "ouro branco". Estudos apontam ainda que entre 50% e 70% dos marfins retirados dos elefantes são comercializados na China.

Ao jornal The New York Times, a defensora de animais selvagens do Natural Resources Defense Council, baseado em Nova York, analisou que o anúncio da China pode ser o "maior sinal de esperança para os elefantes desde o começo da crise da caça aos elefantes."

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